POLÍTICA


Flávio Bolsonaro associa suspensão de verba do exército ao avanço de facções

Segundo parlamentar, medida fragiliza a soberania nacional no combate ao crime organizado

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

 

O pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de suspender o repasse de R$4,3 bilhões ao Ministério da Defesa. Do montante bloqueado pela gestão federal, pouco mais de R$1 bilhão era carimbado especificamente para subsidiar as operações de monitoramento e patrulhamento do Exército Brasileiro nas regiões de fronteira.

Para o parlamentar, a medida fragiliza a soberania nacional no combate ao crime organizado. Em suas declarações, Flávio lamentou o impacto do corte orçamentário e afirmou que a falta de recursos abre brechas para a atuação do tráfico internacional de armas e drogas.

O senador relembrou a recente articulação internacional que resultou na reclassificação de facções criminosas brasileiras como grupos terroristas pelo governo de Donald Trump. “Depois de todo o trabalho para que o governo americano classificasse o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas, você vem agora e deixam as fronteiras do Brasil expostas”, protestou.

As ações de fiscalização na faixa de fronteira são coordenadas de forma majoritária pelo Comando Militar do Leste e pelo Comando Militar da Amazônia, cobrindo divisas estratégicas com grandes produtores de entorpecentes, como Bolívia, Colômbia e Peru.

Além de conter a entrada de ilícitos, a presença do Exército atua diretamente na repressão ao desmatamento e ao garimpo ilegal na Região Amazônica, com a Operação Ágata somando mais de 15 toneladas de drogas apreendidas e dezenas de balsas destruídas no balanço de 2026. Até o momento, o Ministério da Defesa não se pronunciou sobre os impactos do bloqueio de verbas.