POLÍTICA


‘É justo que ela seja ouvida e julgada’, diz Jerônimo sobre prisão de PM envolvida na morte de Léo Lanches

Governador afirmou que caso deve ser tratado com rigor e defendeu apuração da morte do comerciante durante ação da PM em Salvador

Foto: Jorge Jesus/MundoBA

 

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta terça-feira (4) que a soldado da Polícia Militar suspeita de envolvimento na morte do comerciante Leonardo Gil Lima, conhecido como “Léo Lanches”, deve ter direito à defesa e passar pelo julgamento da Justiça.

A policial foi presa na tarde de hoje, no bairro da Pituba, em Salvador, durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar. A prisão temporária foi determinada no âmbito da investigação que apura a morte do comerciante, de 33 anos, baleado durante uma ação da PM na localidade de Lessa Ribeiro, em São Cristóvão, no dia 23 de julho.

Ao comentar o caso, Jerônimo afirmou que determinou ao secretário de Segurança Pública (SSP-BA), Marcelo Werner, que a apuração fosse conduzida com rigor.

“Meus sentimentos à perda do jovem. Me solidarizo com a família, com a mãe, principalmente, com os filhos e com a comunidade. A minha determinação com o secretário Marcelo Werner foi que houvesse rigor. Nós não tratamos do exagero em nenhuma parte. A polícia tem que ser firme, tem que ser forte, mas sem exageros. E a Justiça cuidou disso”, declarou durante o Encontro com Candidatos ao Governo da Bahia, na capital baiana.

O governador também afirmou que a policial terá direito de apresentar sua defesa.

“Na sexta-feira havia um movimento, um diálogo com o Ministério Público, já nesse sentido. Então, eu espero que seja apurado. A PFEM vai ter o direito de se defender, mas como prova de rigor no que nós queremos fazer, é justo que ela seja ouvida e julgada. É o que está posto. Então, nós não estamos dizendo que vamos passar a mão na cabeça e soltar a mão de ninguém. Isso é papel da Justiça e eu espero que seja tratado com seriedade”, afirmou.

Após ser apresentada no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a soldado foi encaminhada para uma unidade prisional militar, onde permanece custodiada à disposição da Justiça.