POLÍTICA


Ex-chefe de gabinete de Lula diz ter feito empréstimo com amiga de Lulinha

Marco Aurélio Ribeiro se manifesta após reportagem citar repasses de Roberta Luchsinger, investigada pela PF em apurações que envolvem o filho do presidente

Foto: Reprodução/Redes sociais

 

O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, afirmou nesta segunda-feira (3) que contraiu e quitou um empréstimo pessoal com a empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal. A declaração foi feita após reportagem do site Poder360 apontar que ele teria recebido pagamentos da empresária.

Em nota, Marcola disse ter recebido a informação com surpresa e negou qualquer irregularidade. “Nunca tive nenhuma relação que caracterize ilegalidade no exercício de minha função”, afirmou. Ele deixou a chefia de gabinete da Presidência há duas semanas para integrar a equipe de campanha de Lula.

Amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, Roberta Luchsinger é alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal. A empresária foi citada em apurações relacionadas à Operação Sem Desconto, que investiga um suposto esquema de fraudes em descontos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS. Ao Poder360, a defesa dela informou desconhecer o empréstimo mencionado.

O caso também foi explorado politicamente pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que questionou a origem dos recursos em vídeo divulgado nas redes sociais.

Segundo a Polícia Federal, Roberta manteve relação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos operadores do esquema investigado. A corporação identificou transferências de cerca de R$ 1,5 milhão de empresa ligada ao empresário para uma companhia da empresária.

Paralelamente, Lulinha é alvo de duas investigações autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apuram suspeitas de tráfico de influência em órgãos do governo federal. A PF também solicitou a abertura de uma terceira investigação, cujo pedido está sob relatoria do ministro Flávio Dino.