POLÍTICA


Deltan diz que saída de Flávio Bolsonaro do Brasil fez Moraes perder ‘principal arma’ contra a direita

Senador eleito acusou ministro do STF de perseguição política e classificou decisão sobre passaportes como “coisa de ditadura”

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

O senador eleito pela Paraná, Deltan Dallagnol (Novo), afirmou nesta terça-feira (27) que a ida do candidato derrotado à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), fez com que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), perdesse a sua “principal arma” contra a direita.

“Se o Flávio Bolsonaro saiu do Brasil, Alexandre de Moraes acaba de perder a sua maior arma O prazo dado pelo ministro Alexandre de Moraes para o Flávio Bolsonaro entregar seus passaportes venceu nesta terça pela manhã, até os aliados não sabem onde que ele está agora. Da última vez que eu falei com ele, no domingo à noite, ele disse que iria ficar no Brasil e ia lutar. Mas naquele momento a gente não sabia ainda da perseguição que estava sendo instalada quando o ministro Alexandre de Moraes, como eu vou te contar, 7 minutos depois do resultado da eleição, mandou apreender o passaporte dele”, disse Dallagnol em vídeo publicado nas redes sociais.

“Moraes teria uma arma para impedir o seu próprio impeachment e, com a saída de Flávio, Moraes perdeu essa arma […] Gente, ninguém escreve 16 páginas em 7 minutos. A cronologia indica que o texto já vinha sendo preparado, estava ali pronto, esperando o resultado das urnas. E o Moraes finge a surpresa, atendeu o pedido na mesma noite sem consultar antes a Procuradoria-Geral da República. A eleição mal tinha acabado e o circo estava montado”, declarou.

O senador eleito também chamou a decisão de Moraes contra Flávio de “coisa de ditadura”.

“Mandar prender um opositor político depois da eleição é coisa de ditadura. Flávio não teve ordem de prisão, mas seus aliados temiam isso. O próprio Moraes comparou suas restrições com uma prisão preventiva, dizendo serem menos graves”, afirmou.