POLÍTICA


Defesa de Vorcaro pede audiência com André Mendonça

Audiência ainda não foi marcada pelo ministro, relator do inquérito do Caso Master

Foto: Assessoria/Banco Master

 

Os advogados do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, pediram uma audiência com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para solicitar a ampliação dos horários de visita dos defensores ao banqueiro na Papudinha. A informação é da coluna de Manoela Alcântara, do portal Metrópoles.

Segundo a publicação, a audiência ainda não foi marcada pelo ministro, relator do inquérito do Caso Master.

A defesa pretende tratar de outras solicitações pendentes junto ao ministro, além da ampliação dos horários de atendimento dos advogados,

Na reunião também será apresentada a nova composição da banca de advogados que atua no caso. Além do criminalista Sergio Leonardo, que defende Vorcaro, o advogado Daniel Bialski, especialista em direito penal, passou a integrar a equipe.

Bialski é conhecido por atuar em casos criminais de grande repercussão. Ao longo da carreira, representou clientes como o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, a ex-deputada Carla Zambelli, o ex-ministro Milton Ribeiro e, durante parte da investigação sobre o caso das joias, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

Mudanças

Desde o início das investigações, a defesa de Vorcaro passou por sucessivas mudanças. O criminalista Pierpaolo Bottini atuou inicialmente no caso e foi substituído, em março, por José Luis Oliveira Lima, o Juca, que conduziu as negociações de um acordo de colaboração premiada.

Após a Polícia Federal rejeitar a primeira proposta de delação, Juca deixou a equipe, e Sergio Leonardo assumiu a coordenação da defesa. Posteriormente, houve negociações para que Cezar Bitencourt, advogado de Mauro Cid, passasse a integrar a equipe, mas as tratativas não avançaram. Agora, a banca passa a contar também com Bialski.

Vorcaro é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o antigo Banco Master, além de suspeitas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e obstrução das investigações.