POLÍTICA


Roma rebate Jerônimo e provoca Rui sobre falta de investimentos na Bahia: ‘Ficou calado’

Ao ser questionado sobre problemas enfrentados pelo atual governo, governador questionou por que cobranças semelhantes não foram feitas durante gestão Bolsonaro

Foto: Max Haack/Assessoria

 

O candidato ao Senado e presidente do PL na Bahia, João Roma, rebateu nesta segunda-feira (10) as críticas do governador Jerônimo Rodrigues (PT) à oposição durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Durante sabatina promovida pelo Grupo A Tarde, Roma afirmou que a cobrança feita pelo governador deveria, na verdade, ser direcionada ao ex-governador e ao candidato ao Senado Rui Costa (PT).

“Eu aceitaria essa pergunta de Jerônimo se fosse direcionada a Rui Costa, que ficou calado sobre a falta de investimentos na Bahia e que dificultou muito o trabalho do ministro Tarcísio [de Freitas, ex-ministro da Infraestrutura e atual governador de São Paulo]”, afirmou.

A declaração ocorreu após Roma ser questionado sobre o episódio envolvendo Jerônimo e o jornalista Victor Pinto, da BandNews. Ao ser cobrado pelo comunicador sobre problemas enfrentados pelo atual governo, o governador questionou por que cobranças semelhantes não teriam sido feitas durante a gestão Bolsonaro.

Para Roma, a pergunta deveria ser feita a Rui Costa, que governou a Bahia entre 2015 e 2022. No evento, o candidato ao Senado ampliou as críticas ao tratar da infraestrutura baiana. Ele citou a situação da BR-324, da BR-101 e da ponte sobre o Rio Jequitinhonha como exemplos de obras e intervenções estratégicas que, segundo ele, não avançaram como deveriam.

“Por toda a Bahia vemos carência de infraestrutura. Coisas triviais, como esse vexame da BR-324, que é o principal eixo de interligação da capital com o resto do Estado. A BR-101, que, de norte a sul do Brasil, já está praticamente toda duplicada e aqui na Bahia parece que esqueceram mesmo”, criticou.

O candidato também responsabilizou o governo estadual pelo avanço da violência e contestou a declaração de Jerônimo de que o problema tem dimensão internacional. Para ele, fatores externos não podem ser utilizados para afastar a responsabilidade do Executivo estadual.

“A Bahia passa a ser, infelizmente, um destaque negativamente. Vimos o atual governador Jerônimo dizer que isso é um problema internacional, mas ele deixa de fazer o seu dever de casa, deixa de chamar para si a sua responsabilidade”, declarou.

Roma defendeu ainda uma participação mais efetiva do Senado no enfrentamento à criminalidade, tanto na discussão da legislação quanto na destinação de recursos para as forças de segurança. Segundo ele, os policiais baianos precisam de maior proteção e estrutura para exercer suas atividades.

Ao falar sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e a relação entre os Poderes, o presidente do PL na Bahia afirmou que, se eleito, pretende defender as prerrogativas constitucionais do Senado. “Quero ser senador para restaurar o equilíbrio entre os poderes da República, que hoje não estão agindo de forma harmônica. Não conheço nenhuma nação que tenha prosperado sem segurança jurídica”, afirmou.

“Eu, no Senado Federal, não vou abrir mão das prerrogativas do Senado, não vou tergiversar e serei um grande guerreiro para defender o povo baiano e o povo brasileiro”, completou.