SIMÕES FILHO


Polícia desarticula grupo que extorquia provedores de internet na RMS e movimentava R$ 100 mil por mês

Operação prendeu dois suspeitos em Simões Filho e Feira de Santana

Foto: Assessoria/Polícia Civil da Bahia

 

Uma organização criminosa que extorquia provedores de internet em Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador (RMS), foi desarticulada pela Polícia Civil na última quarta-feira (8).

De acordo com a corporação, além de extorsão, o grupo é investigado por lavagem de dinheiro praticadas contra empresas provedoras de internet.

Agentes cumpriram dois mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Simões Filho e Feira de Santana.

Segundo as investigações, o grupo coagia proprietários e funcionários de provedores de internet e exigia o pagamento de valores periódicos para permitir o funcionamento dos serviços.

Conforme informado pela Polícia Civil, os investigados cortavam cabos de fibra óptica, interrompiam os serviços de telecomunicação e impediam a atuação de equipes técnicas de manutenção.

As lideranças do grupo passavam as ordens por meio de videochamadas.

Em Feira, um homem, de 33 anos, foi preso apontado como gerente das atividades ilícitas no município e responsável por utilizar um estabelecimento comercial para ocultar os valores obtidos com as extorsões. O investigado possui antecedente por tráfico de drogas.

Já em Simões Filho, o preso foi um homem de 25 anos, responsável pela arrecadação dos valores extorquidos e pelo repasse do dinheiro aos demais integrantes da organização.

Um terceiro investigado, apontado como líder do grupo e responsável por coordenar as ações criminosas remotamente, permanece foragido.

As investigações apontaram que o grupo chegava a movimentar mais de R$ 100 mil por mês com as extorsões. Em apenas um dos casos, uma empresa foi obrigada a pagar R$ 18 mil em um mês para manter suas atividades.

O caso começou a ser investigado em 2025 e terá continuidade para identificar outros envolvidos, dimensionar o prejuízo causado às vítimas e rastrear a movimentação financeira do grupo. Também foram solicitadas as quebras dos sigilos bancário, telefônico e de dados dos investigados.