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Trump acusa Irã de atacar navios no Estreito de Ormuz e violar cessar-fogo

Presidente afirmou que Irã lançou 4 drones de ataque contra embarcações e que navio de carga foi atingido

Foto: The White House/Divulgação

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou, nesta sexta-feira (26,) o Irã de atacar navios que atravessam o Estreito de Ormuz. Segundo ele, o regime iraniano lançou ao menos 4 drones de ataque contra embarcações, sendo que um deles atingiu um navio de carga.

“Um dos drones atingiu em cheio o convés superior de um grande e fortíssimo navio de carga. Houve danos, mas o navio conseguiu seguir seu caminho. Nós derrubamos três outros drones. Obviamente, esta é uma violação tola do nosso acordo de cessar-fogo”, postou Trump em sua rede social.

Na quinta (25), a agência marítima da ONU suspendeu uma operação para retirar centenas de navios do Estreito de Ormuz após uma embarcação ser atacada no Golfo de Omã.

A companhia britânica de segurança marítima UKMTO confirmou que um porta-contêineres foi atingido por um projétil ao tentar atravessar o estreito, a cerca de 13,89 km do porto de Dahit, em Omã.

“Fui informado hoje de um ataque contra uma embarcação que havia atravessado o Estreito de Ormuz. Esse navio não constava sob o quadro de evacuação da agência”, afirmou Arsenio Dominguez, secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), em comunicado.

Ele acrescentou que a decisão de suspender a iniciativa foi tomada para “reconfirmar se as garantias de segurança necessárias continuam em vigor”.

A operação, iniciada na última terça-feira (23), permitia que navios e suas tripulações deixassem o Golfo por duas rotas: uma via águas iranianas e outra por águas de Omã, sob supervisão dos Estados Unidos.

Segundo dados preliminares da OMI, cerca de 57 navios com aproximadamente 1.100 tripulantes haviam atravessado o Estreito de Ormuz de terça até esta quinta-feira. As autoridades ainda não confirmaram a autoria dos ataques nem a gravidade dos danos.

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, criada pelo Irã para gerenciar o Estreito de Ormuz, afirmou também na quinta que as embarcações que trafegarem fora das rotas estabelecidas não terão garantia de passagem segura.