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Peña renunciou para não ser preso; vice é parte da equipe que roubou Paraguai, diz opositor

Derrotado nas últimas três eleições para presidente, Efraín Alegre afirma que escândalo abala confiança no país

 

Foto: Reprodução/Instagram

 

O opositor do governo de direita do Paraguai, Efraín Alegre, afirmou que o presidente Santiago Peña apresentou sua renúncia para não ser preso, e seu vice, Pedro Alliana, é parte da mesma equipe que roubou a população do país.

“Em primeiro lugar, nós esperávamos o julgamento político e a destituição. Peña renunciou para tentar manter seus foros. É apenas uma estratégia dele, que não quer ser preso nem devolver o que roubou. Isso não resolve os problemas”, disse Alegre em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

“Essa era uma entidade que, quando Peña assumiu, era uma financeira. Em quatro meses de governo, ela se transformou em um banco e começou a captar recursos públicos — os regulamentos das instituições foram modificados para permitir que um banco com pouca trajetória financeira pudesse captar recursos do Estado”, acrescentou.

Até esta semana lembrado como um paraíso para investidores pela baixa carga tributária e pela segurança econômica, o país vizinho mergulhou em uma crise política após o colapso do Ueno Bank afetar cerca de 3 milhões de clientes — quase metade do país.

De acordo com a Folha, a investigação da fraude milionária respingou em Peña, ex-investidor da holding do banco e responsável por, em 2023, nomear Carlos Carvallo Spalding, então presidente-executivo da companhia, para a presidência do Banco Central do Paraguai.

Candidato à Presidência em 2013, 2018 e 2023 — e, em todas as oportunidades, derrotado pelo Partido Colorado, de Peña — Efraín afirma que a atual crise é, na verdade, uma crise no sistema político paraguaio, que ele acusa de ser sustentado “com muita força e dinheiro do crime organizado, além da verba pública”.