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Google permitirá que escolas desativem IA

No entanto, medida também desativa ferramenta de busca do Google em instituições de ensino

Imagem gerada por inteligência artificial/Gemini

 

O Google está implementando novos controles para que as escolas limitem o acesso dos alunos às ferramentas de IA da empresa. Mas, se as escolas optarem por não usar IA de forma alguma, também perderão o acesso à Busca do Google.

A medida surge em um momento em que muitas comunidades pressionam por limites mais rígidos ao tempo de uso de telas e à utilização de IA nas escolas, em meio a crescentes temores de que a tecnologia possa prejudicar o aprendizado e o desenvolvimento dos alunos ou representar riscos à segurança.

Diversos distritos escolares, incluindo as escolas públicas da cidade de Nova York e de Los Angeles, proibiram ferramentas de IA generativa para muitos ou todos os alunos neste ano letivo.

O Google anunciou na terça-feira (3) que seus produtos que utilizam inteligência artificial, como o assistente Gemini e a Busca, estarão desativados por padrão para contas de alunos do ensino fundamental e médio, até que os administradores escolares os ativem explicitamente.

A mudança reverte uma decisão anterior da big tech, tomada em agosto, de ativar o Gemini por padrão no aplicativo Google Classroom. Mas agora, se as escolas quiserem desativar completamente a IA, também perderão o acesso à Busca do Google.

A empresa afirmou que as mudanças são uma resposta aos apelos de educadores e legisladores por maior controle sobre as ferramentas de IA.

Nos últimos anos, o Google tornou a IA fundamental para a Busca, adicionando “visões gerais de IA” que resumem as respostas no topo de muitas páginas de resultados e expandindo o tamanho da barra de pesquisa para acomodar consultas mais longas.

A publicação do Google em seu blog na terça-feira não oferece detalhes específicos sobre como esses controles funcionarão, nem o que os alunos poderão ver se tentarem acessar a Busca do Google em uma escola que proibiu o uso de inteligência artificial.

A mudança na política veio como parte de um anúncio mais amplo do Google sobre uma série de atualizações em suas ferramentas de IA para aprendizado, baseadas na ideia de que a tecnologia deve ajudar os alunos a resolver problemas em vez de simplesmente fornecer as respostas.