MUNDO


Novo terremoto de 4.6 atinge Venezuela cinco dias após duplo tremor

Autoridades informaram que abalo foi uma réplica de moderada intensidade e sem registro de novos danos no país

A Venezuela foi atingida nesta segunda-feira (29) por um tremor de magnitude 4,6 na escala Richter. O epicentro foi registrado em Caraballeda, no estado de La Guaira, região mais afetada pelo duplo terremoto da última semana. O abalo também foi sentido em Caracas.

O presidente da Assembleia Nacional do país caribenho, Jorge Rodríguez, informou que o abalo foi uma réplica de moderada intensidade e afirmou que não houve registro de novos danos no país.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto ocorreu a 10 quilômetros de profundidade, com epicentro a 27 quilômetros do centro de Caraballeda.

Com cerca de 50 mil habitantes e localizada a aproximadamente 40 quilômetros de Caracas, Caraballeda foi uma das cidades mais atingidas pelos terremotos registrados na última quarta-feira (24).

Na sexta-feira (26), outro tremor, de magnitude 4,9, também foi registrado no país. Desde o terremoto principal, a Venezuela tem registrado sucessivas réplicas — tremores secundários provocados pelo abalo inicial. De acordo com a agência estatal venezuelana, já foram contabilizadas pelo menos 430 réplicas.

A professora de Direito da Universidade Central da Venezuela (UCV), Tamara Adrián, que mora em Caracas, afirmou à Agência Brasil que os tremores têm sido frequentes nos últimos dias.

Segundo ela, o edifício onde trabalha possui estrutura antissísmica, o que facilita a percepção até dos abalos de menor intensidade.

“Trabalho nesse prédio há quase 30 anos e sinto pelo menos um ou dois tremores por semana. São sempre leves, mas percebo o movimento”, relatou. Ela acrescentou que terremotos da magnitude registrada na semana passada são incomuns no país.

Tamara também lembrou o terremoto de 1967, de magnitude 6,1, e destacou que, embora a Venezuela registre tremores com frequência, eventos acima de magnitude 6 são raros. Segundo ela, estudos de sismólogos indicam que grandes terremotos em Caracas costumam ocorrer em intervalos de aproximadamente 50 anos.

Balanço

Segundo a atualização mais recente do governo venezuelano, divulgada nesta segunda-feira (29), os terremotos deixaram 1.500 mortos e 3.150 feridos. Cerca de 25 mil socorristas participam das operações de busca e resgate, entre eles 2,6 mil profissionais enviados por outros países.

Até domingo (28), 33 pessoas haviam sido retiradas com vida dos escombros. Entre os socorristas estão equipes brasileiras enviadas pelo governo federal, que também encaminhou quatro aviões com ajuda humanitária ao país.

Os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 registrados na quarta-feira (24) provocaram destruição e desabamentos em Caracas e em outras cidades, principalmente no estado de La Guaira.