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EUA consolidam campanha militar na América Latina contra grupos criminosos

Expansão marca nova fase na campanha do governo Trump para pressionar governos na América Latina a seguirem suas prioridades de segurança

Foto: The White House

 

O governo do presidente norte-americano Donald Trump começou a buscar formas de realizar campanha de ataques terrestres para desmantelar cartéis de drogas na América Latina. A tática consiste em negociar acordos com aliados que colocariam forças norte-americanas em toda a região.

O secretário de Defesa do presidente Donald Trump, Pete Hegseth, anunciou na semana passada, durante uma visita ao Panamá, que Colômbia, Guatemala e Honduras concordaram em permitir que os EUA realizem operações militares conjuntas contra grupos criminosos em seus territórios, seguindo o Equador, que lançou missões semelhantes com os EUA em março.

“(Será) como você viu com as ofensivas contra barcos de organizações de tráfico de drogas, será o mesmo efeito em terra”, afirmou Hegseth durante um exercício militar na selva panamenha na semana passada.

A expansão marca uma nova fase na campanha do governo Trump para pressionar governos em toda a América Latina a se alinharem com suas prioridades de segurança e afirmar o que chama de “domínio americano sobre o Hemisfério Ocidental”.

O governo Trump designou 20 grupos criminosos latino-americanos como “organizações terroristas estrangeiras”, enviou forças americanas à Venezuela para capturar seu presidente e envolveu agentes da CIA em operações de desmantelamento de laboratórios de drogas no México.

Durante a campanha, matou mais de 200 pessoas em mais de 60 ataques com barcos no Caribe e no Pacífico Leste, oferecendo poucas evidências de que os alvos eram “narcoterroristas” e levantando questionamentos sobre a legalidade dos ataques.

O Equador emergiu como o caso mais claro de envolvimento militar direto dos EUA, lançando operações conjuntas com Washington, apesar de os eleitores terem rejeitado esmagadoramente bases militares estrangeiras em um referendo em novembro de 2025. Uma investigação do jornal norte-americano “The New York Times” descobriu que um ataque a um suposto laboratório de drogas em março, na verdade, destruiu uma fazenda de gado.