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Embraer assina contrato de venda de dois aviões KC-390 para a Colômbia

Acordo representa a primeira exportação do cargueiro para a América Latina e reforça integração com caças Gripen

Foto: Claudio Capucho/Divulgação Embraer

A Embraer assinou, nesta terça-feira (4) , um contrato com a Força Aérea da Colômbia para o fornecimento de dois aviões de transporte KC-390 Millennium. A negociação ocorreu em Bogotá para a modernização da frota de transporte militar colombiana e a viabilização da operação conjunta com os caças Gripen do país.

A Colômbia é o primeiro país da América Latina a importar o modelo e o 12° cliente internacional do programa. A transação ocorreu de forma paralela à compra de 17 caças Gripen, da fabricante sueca Saab, pelo governo colombiano. A Embraer produz 15 destas unidades em sua fábrica em Gavião Peixoto (SP).

Em nota oficial, a Embraer destacou a compatibilidade entre as plataformas. A empresa informou que os cargueiros terão capacidade para “operar de forma integrada com os caças Gripen”, para o ganho de “prontidão operacional e a interoperabilidade do país”.

As aeronaves KC-390 executam missões de transporte e reabastecimento em voo. A Força Aérea da Colômbia possui seis aviões C-130 Hércules sem sistema de reabastecimento, operação antes restrita a um único Boeing-767. O inventário militar colombiano conta também com 12 aviões Tucano e 24 Super Tucano fornecidos pela Embraer.

A carteira de clientes do modelo reúne países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), como Portugal (6 unidades), Holanda (5), Suécia (4), Hungria (2) e República Tcheca (2), além de Áustria (4), Coreia do Sul (3) e Uzbequistão (2). Em junho, o governo grego aprovou a compra de três aviões por R$3,5 bilhões, em contrato ainda pendente de assinatura.

O projeto do KC-390 teve início em 2008 por meio de parceria entre a Embraer e a Força Aérea Brasileira (FAB). A encomenda original de 28 aeronaves sofreu redução para 19 unidades, das quais oito foram entregues a partir de 2019. A empresa estuda a criação de linhas de montagem no exterior e mantém acordos de cooperação técnica na Índia, na Arábia Saudita e na Polônia.