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Incêndios florestais na região de Atenas seguem após quatro dias

Chamas já destruíram mais de 12 mil hectares no país, deixaram cinco mortos e agora ameaçam a zona industrial de Megara

Foto: União Europeia, imagem do satélite Copernicus Sentinel-2

Os incêndios florestais que atingem os arredores da capital grega continuam ativos nesta segunda-feira (3), pelo quarto dia consecutivo. Apesar da redução na intensidade dos ventos, novas reativações do fogo mantém equipes de emergência em alerta máximo. A onda de incêndios já destruiu mais de 12 mil hectares de florestas e áreas agrícolas em todo o território grego.

O foco mais crítico concentra-se no município de Megara, cidade industrial de 20 mil habitantes situada a 30 km a oeste de Atenas, além das localidades vizinhas de Kandyli e Agia Skepi. Segundo o prefeito de Megara, Panagiotis Margetis, correntes de ar quente geradas pelo próprio fogo provocaram reativações, e as chamas avançam em direção à zona industrial da cidade.

Operação de combate e previsão do tempo

A trégua parcial nas rajadas de vento, que chegaram a ultrapassar 100 km/h nos últimos dias, permitiu a ampliação da resposta aérea e terrestre. Desde as primeiras horas da manhã, 13 aviões-tanque, 12 helicópteros e 450 bombeiros atuam no combate direto aos focos.

A urgência das equipes visa conter o avanço do fogo antes da quarta-feira (5), quando uma nova alta nas temperaturas — com previsões de até 37 °C — deve ressecar ainda mais a vegetação, o que eleva o risco de propagação rápida.

Vítimas

Até o momento, o país contabiliza cinco mortes decorrentes da crise climática e dos incêndios desta temporada. Na semana passada, três bombeiros morreram em operações de resgate. No domingo (2), o piloto e o copiloto de um helicóptero de combate morreram após uma colisão aérea próximo à localidade litorânea de Psatha.

Pesquisadores do Observatório Nacional da Grécia classificam o episódio atual como uma das piores crises de incêndio enfrentadas pelo país nos últimos dez anos. Embora os danos a residências permaneçam baixos, a destruição ambiental atinge proporções densas, com o fogo percorrendo faixas contínuas de até 45km e queimando ecossistemas de encosta e olivais tradicionais da região.