ESPORTE


Presidente da Fifa admite discutir Copa do Mundo com 64 seleções a partir de 2030

Gianni Infantino afirmou que proposta será analisada pelos órgãos da entidade após o Mundial de 2026

Foto: Instagram/@gianni_infatino

 

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a entidade discutirá a possibilidade de ampliar de 48 para 64 o número de seleções participantes da Copa do Mundo. A mudança poderia ser implementada já na edição de 2030.

Em entrevista ao portal suíço Bluewin, Infantino confirmou que a proposta será avaliada pelos órgãos competentes da Fifa após o encerramento do Mundial de 2026.

“Essa questão certamente será analisada e discutida nos comitês competentes após esta Copa do Mundo”, afirmou.

O dirigente defendeu uma competição mais inclusiva e ressaltou que o torneio deve contemplar todas as regiões do planeta.

“A Copa do Mundo é para o mundo todo, não apenas para a Europa e a América do Sul. Todas as nações sonham em disputá-la. Se você nega aos países menores a chance de se classificar, também tira deles um importante incentivo para continuar se desenvolvendo”, disse.

A ideia de uma Copa com 64 seleções ganhou força em 2025, após ser apresentada por um representante da Conmebol durante reunião do Conselho da Fifa. Posteriormente, o presidente da entidade sul-americana, Alejandro Domínguez, declarou apoio à proposta e a classificou como um “sonho”.

A edição de 2026 foi a primeira da história a contar com 48 seleções. Segundo Infantino, a ampliação teve resultado positivo e ajudou a tornar a competição mais representativa.

Caso uma nova expansão seja aprovada, o torneio passaria a ter 16 grupos com quatro equipes cada. Os dois melhores de cada chave avançariam ao mata-mata, eliminando o sistema de classificação dos melhores terceiros colocados adotado na atual edição.