ESPORTE


Lucas Pinheiro é ouro, e Brasil conquista primeira medalha em Jogos de Inverno

Competidor do esqui alpino venceu concorrentes de países tradicionais na modalidade

Imagem: Reprodução/CazéTV

 

O esquiador alpino Lucas Pinheiro Braathen ganhou a medalha de ouro na prova slalom gigante na Olimpíada de Inverno de Milão-Cortina, na manhã deste sábado (14). Esta foi a primeira medalha conquistada por um país da América Latina.

Anteriormente, a melhor performance de um atleta brasileiro em Jogos Olímpicos de Inverno havia sido uma nona posição no snowboard cross, na edição de 2006, em Turim.

Sobre a modalidade

O slalom gigante consiste em duas descidas em um percurso com mastros fincados na neve, as chamadas “portas”, separadas por cerca de 25 metros. O esquiador deve passar entre eles. Vence quem obtiver a menor somatória de tempo.

Sobre o ouro

Nascido em Oslo, capital da Noruega, mas de mãe brasileira, Lucas realizou as descidas em 2min25s, ficando 58 centésimos à frente do suíço Marco Odermatt, que levou a prata. O bronze também foi para um atleta da Suíça, Loic Meillard.

Lucas assumiu a liderança na primeira descida, ao concluir o percurso em 1min13s92. Apesar de fazer apenas o 11º melhor tempo na descida seguinte (1min11s08), a marca foi suficiente para o brasileiro se manter à frente dos suíços Odermatt e Meillard.

Trajetória

Aos 25 anos, Lucas defendeu a Noruega até 2023, quando anunciou que iria parar de competir. Ele disputou a Olimpíada de Inverno de Pequim, na China, em 2022, como atleta nórdico, mas não completou as provas que participou.

Em 2024, voltou atrás na ideia de aposentadoria e procurou o Brasil. No ano seguinte, passou a representar a terra natal de sua mãe, conquistando pódios históricos em etapas de Copa do Mundo de esqui alpino, culminando no ouro inédito em Bormio, neste sábado (14).

Brasil nos Jogos

O ouro deste sábado pode ter sido somente a primeira medalha do Brasil em Milão-Cortina.

Na segunda-feira (16), a partir das 6h, será a vez do slalom, prova semelhante à versão “gigante”, com a diferença que a distância entre os mastros é menor (cerca de 13 metros).

Além de Lucas e Giovanni, o Brasil será representado pelo carioca Chrisitan Soevik, outro que é filho de pai norueguês e mãe brasileira. Com informações da Agência Brasil.