ENTRETENIMENTO


Virginia é alvo de investigação da PF por suspeita de movimentações atípicas, diz revista

Documentos analisados na CPI das Bets levantam suspeitas sobre operações financeiras envolvendo empresas da influenciadora

Foto: Instagram/@virginia

 

A influenciadora e empresária Virginia Fonseca estaria sendo alvo de uma investigação da Polícia Federal após relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificaram movimentações consideradas atípicas em contas ligadas a ela e empresas associadas a ela. As informações foram divulgadas pela revista Revista Piauí nesta terça-feira (2).

Segundo a publicação, os documentos foram analisados no âmbito da CPI das Bets, no Senado, e também por investigadores da Polícia Federal (PF). A apuração busca esclarecer a legalidade das operações, a origem dos recursos movimentados e a possível ocorrência de crimes financeiros, fiscais ou de lavagem de dinheiro.

Uma das empresas citadas é a Talismã Digital, da qual Virginia é sócia ao lado do cantor Zé Felipe. De acordo com a reportagem, a companhia recebeu R$ 22,4 milhões entre março e setembro de 2024. Desse total, R$ 21,4 milhões teriam sido transferidos via Pix e R$ 1 milhão por TED. A maior parte dos recursos, cerca de R$ 17,7 milhões, teria sido enviada pela empresa AMP Pay Marketing por meio de cinco transferências.

Ainda conforme a revista, o banco Santander apontou inconsistências relacionadas à capacidade financeira da empresa remetente, que está enquadrada no Simples Nacional, regime destinado a negócios com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.

Outro foco dos relatórios envolve a Wepink Suplementos Nutricionais. Dados encaminhados pelo Mercado Pago ao Coaf indicam que a empresa movimentou aproximadamente R$ 43,6 milhões em créditos e R$ 43,5 milhões em débitos entre janeiro e março de 2025. Segundo o RIF, os valores chamaram atenção por não aparentarem compatibilidade com o faturamento mensal informado.

Além disso, o Banco Itaú comunicou ao Coaf a realização de 190 operações em dinheiro vivo, que somaram R$ 502 mil, envolvendo a Savi Cosméticos S.A.. A fragmentação dos depósitos foi considerada um fator de alerta pelos mecanismos de monitoramento do sistema financeiro.

Em nota à revista, a defesa de Virginia afirmou que os recursos recebidos pela Talismã Digital correspondem a contratos publicitários regularmente firmados, faturados e declarados às autoridades competentes. Os advogados também sustentam que a empresa utiliza antecipação de recebíveis de cartões de crédito, prática comum no mercado.

Já a defesa da Wepink argumentou que os depósitos em espécie são provenientes das vendas realizadas em quiosques próprios da marca instalados em shopping centers. Segundo os representantes da empresa, a rede possuía 11 unidades em 2023 e 13 em 2024, o que justificaria o volume de operações em dinheiro apontado nos relatórios.