ELEIÇÕES


Salvador e São Paulo foram capitais que mais pesaram na vitória de Lula, aponta levantamento

Juntas, cidades foram responsáveis por 27,6% da diferença total entre presidente e senador Flávio Bolsonaro

Foto: Ricardo Stuckert/PR

 

Salvador e São Paulo foram as cidades onde o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu a maior vantagem, em números absolutos, sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições, que aconteceu neste domingo (25). Juntas, as duas capitais foram responsáveis por 27,6% da diferença total entre os dois candidatos.

Em Salvador, Lula teve 732.096 votos a mais que o adversário. Já em São Paulo, foram 766.431 a mais que Flávio. Somando as duas cidades, o petista chegou a 1.498.527 votos a mais que o candidato do PL.

No país, a vantagem de Lula sobre Flávio foi de 5.430.191 votos. Do lado do candidato do PL, as maiores vantagens em números absolutos vieram de Curitiba, Joinville, Goiânia, Brasília, Campo Grande e Manaus.

As duas capitais que mais pesaram a favor de Lula foram também as que registraram denúncias de falta de ônibus no domingo (25). Esses casos, entre outros por todo o país, embasaram o pedido do PT pela prorrogação da votação até as 19h, acolhido pelo ministro do STF Cristiano Zanin.

Em Salvador, o TRE-BA determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, por descumprir a ordem de restabelecer a frota, medida que foi revogado nesta segunda-feira (26). O prefeito Bruno Reis (União Brasil) atribuiu o problema a “questões operacionais” e à presença de adesivos eleitorais nos veículos.

Em São Paulo, houve divergência sobre o tamanho da frota. A prefeitura, comandada por Ricardo Nunes (MDB), afirmava que a frota prevista para fins de semana bastaria, mas a Justiça Eleitoral determinou a circulação de 100% da frota operacional dos dias úteis.

A campanha de Lula denunciou que parte dos veículos seguia nas garagens e pediu a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges. O pedido foi negado por um juiz eleitoral, que não viu elementos concretos para caracterizar flagrante.