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Rui Costa diz que Jerônimo licitará anel viário de R$ 96 milhões em Ilhéus com verba do PAC

Ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado não informou prazos para início e conclusão da obra

Foto: Jorge Jesus/MundoBA

 

O ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta quarta-feira (15) que o governo da Bahia publicará nos próximos dias o edital de licitação para a construção do chamado contorno norte de Ilhéus, estimado em R$ 96 milhões. Segundo ele, a intervenção deve melhorar a mobilidade urbana ao retirar da área central o fluxo de veículos com destino ao litoral norte da Bahia e ao Porto Sul, terminal portuário anunciado em 2014, mas que ainda não saiu do papel.

A ideia é que o anel viário se conecte à nova BA-649, rodovia que teve sua primeira etapa concluída e inaugurada no dia 3 de julho. “Nós vamos iniciar a licitação do desvio contorno norte de Ilhéus. Quem chega na via duplicada e quer se dirigir à região de Itacaré, ao litoral norte, não precisará mais passar por dentro da cidade, passará pelo contorno. Será feito o contorno norte, um investimento da ordem de R$ 96 milhões. O edital de licitação da obra está pronto para ser publicado nos próximos dias”, disse o ex-ministro, que não detalhou qual a fatia do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) será destinada à obra de mobilidade. Ele também não informou prazos para início e conclusão das intervenções.

Sob seu guarda-chuva na Casa Civil, o PAC foi uma das apostas do governo Lula 3 para a retomada de investimentos no país.

“É uma intervenção que ajuda muito o trânsito na região, a mobilidade urbana de Ilhéus, além, evidentemente, de estimular vetores de desenvolvimento. Nós vamos presenciar, como já estamos presenciando, muitos investimentos chegando. Com a duplicação, por exemplo, há uma explosão de investimentos imobiliários e de lojas comerciais chegando a Ilhéus, gerando emprego e a população crescendo”, afirmou Rui Costa, que é pré-candidato ao Senado.

As declarações foram dadas em entrevista à rádio Boa FM, de Itabuna.

Ao citar a implantação da BA-649, que duplicou a ligação entre Ilhéus e Itabuna, o ex-ministro disse que a gestão estadual enfrentou dificuldades para viabilizar o projeto quando Jair Bolsonaro esteve no comando do Palácio do Planalto. Ele afirmou que a obra só avançou porque o governo Jerônimo Rodrigues (PT) decidiu “estadualizar” a margem da BR-415 e executá-la com recursos próprios. “Nós recentemente inauguramos uma parte da duplicação de Ilhéus-Itabuna, mas foi uma intervenção difícil porque, na época, o então presidente da República [Jair Bolsonaro] foi contra a obra, tentou impedir que a gente fizesse, alegando que a BR era propriedade do governo federal. Cancelou o convênio que [a presidente] Dilma tinha deixado e nós tocamos a obra com recurso próprio.”