ELEIÇÕES


Campanha de Flávio recorre contra proibição de visitas e calcula prejuízo eleitoral

Pré-candidato buscará reverter decisão de Moraes para manter acesso ao ex-presidente sem depender de intermediários

Imagem: Reprodução/Flávio Bolsonaro/YouTube

 

A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu o parlamentar de manter contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) até após o primeiro turno das eleições. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto de 2025.

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, interlocutores do senador afirmam que o prejuízo eleitoral é evidente, ao impedir que o pré-candidato discuta a campanha com seu pai, trace estratégias e opine sobre as decisões. Mas veem a proibição sendo derrubada porque ela viola a democracia.

Coordenador da pré-campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN) chamou a decisão de Moraes de desproporcional, autoritária e “uma clara interferência no jogo político”. Outros integrantes da campanha afirmaram que a decisão seria imoral e ilegal, violando o direito do preso de se comunicar e de ter contato com seus advogados, dado que Flávio está inscrito como membro da defesa do pai.

Com Bolsonaro preso em casa, Flávio vinha discutindo sua pré-campanha com o pai e, segundo aliados, não toma decisões sem antes consultá-lo. Era previsto, inclusive, que Bolsonaro divulgasse uma lista de pré-candidatos que apoia em cada estado.

Aliados de Flávio e políticos bolsonaristas passaram a comparar a situação de Bolsonaro com a de Lula. Eles lembram que o presidente petista, quando preso na sede da Polícia Federal em Curitiba em 2018, também divulgava cartas e teve ao menos uma delas divulgada por Fernando Haddad (PT), então candidato à Presidência.

Lula não estava submetido à proibição de correspondências ou manifestações públicas. Em prisão domiciliar, Bolsonaro está proibido de usar redes sociais mesmo por meio de terceiros.