ELEIÇÕES


Pré-campanha de Lula evita uso de inteligência artificial por orientação do presidente

Decisão busca reduzir riscos eleitorais e segue postura crítica do petista em relação à tecnologia

Foto: Ricardo Stuckert / PR

 

A pré-campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não pretende utilizar inteligência artificial na produção de conteúdos para redes sociais nem em materiais de divulgação eleitoral, segundo a colunista Milena Teixeira, do portal Metrópoles.

A orientação partiu do próprio presidente, que tem adotado uma postura cautelosa e, em diversas ocasiões, crítica em relação ao uso da tecnologia em campanhas políticas.

Integrantes do núcleo político de Lula afirmam que a decisão também leva em consideração possíveis questionamentos na Justiça Eleitoral durante o período de campanha.

No mês passado, durante agenda na Bahia, o presidente voltou a criticar o uso da inteligência artificial em disputas eleitorais e afirmou que a ferramenta pode ser utilizada para disseminar informações falsas.

Na ocasião, Lula declarou que não pretende recorrer à tecnologia em sua campanha e associou o uso da inteligência artificial ao risco de propagação de mentiras no ambiente digital.

O presidente também elogiou a iniciativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de estabelecer restrições ao uso da ferramenta durante o processo eleitoral.

Em março, o TSE aprovou regras que proíbem a publicação, republicação e impulsionamento de conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas posteriores ao encerramento das urnas.

A medida integra o conjunto de normas adotadas pela Corte para coibir a disseminação de desinformação e reforçar a integridade do processo eleitoral.