ELEIÇÕES


‘Não é à toa que o Nordeste vive momento de insegurança’, diz Prisco sobre falas de Lula a respeito dos policiais

Campanha governista alega erro de expressão

Foto: divulgação/assessoria

 

O deputado estadual eleito Soldado Prisco (PL) criticou a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate presidencial promovido pela TV Globo, na noite desta sexta-feira (23), contra Flávio Bolsonaro (PL). Ao abordar a segurança pública, Lula afirmou que seu governo iria “acabar com a polícia”, declaração que provocou forte repercussão entre integrantes da oposição.

Durante a discussão sobre o combate ao crime organizado, Lula defendia a aprovação da PEC da Segurança Pública e a criação de um ministério específico para a área quando fez a afirmação.

De acordo com a campanha governista, a frase foi um erro de expressão, pois o candidato pretendia defender o fortalecimento do Estado e a integração das polícias por meio de reformas na segurança pública. A intenção, segundo a campanha do PT, seria declarar que seu governo iria “acabar com a polícia e deixar o território livre”.

Para Prisco, o episódio representa uma oportunidade para discutir a forma como os governos petistas tratam as forças de segurança e o enfrentamento à criminalidade.

Na avaliação política defendida pelo parlamentar eleito, não é coincidência que o Nordeste, região de forte presença eleitoral do PT e governada majoritariamente por partidos de esquerda nos últimos anos, enfrente graves problemas relacionados à violência e à atuação de facções criminosas.

“A segurança pública precisa colocar a proteção da população e a valorização dos profissionais policiais no centro das decisões governamentais. O enfrentamento às organizações criminosas exige respaldo institucional, melhores condições de trabalho e políticas que não enfraqueçam a autoridade das forças de segurança”, disse.

O parlamentar eleito também defende que a discussão sobre criminalidade não pode ignorar a realidade enfrentada diariamente por policiais militares, civis e demais profissionais responsáveis pela manutenção da ordem pública, especialmente na Bahia.

“Não foi apenas uma derrapada, foi um momento de sinceridade. Os governos do PT tratam os policiais como inimigos ao contrário quando falam da criminalidade. Um absurdo, mas que está próximo do fim”, concluiu.