ELEIÇÕES


Margareth Menezes faz alerta antes da eleição: ‘Sem condição de retroceder’ 

Ministra da Cultura defendeu a reeleição de Lula durante transmissão de 24 horas e criticou políticas culturais do governo Bolsonaro 

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, reforçou o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e alertou para os riscos que, em sua avaliação, uma derrota do petista poderia representar para a democracia brasileira. A declaração foi feita neste sábado (24), durante uma transmissão de 24 horas organizada em apoio à candidatura de Lula. 

Durante a live, Margareth destacou a importância da mobilização popular na reta final da campanha e relembrou o período da ditadura militar no Brasil, marcado por violações de direitos humanos. 

“É impensável a gente perder toda a possibilidade de continuar no sistema democrático”, afirmou a ministra. 

Ela também criticou a aproximação de setores políticos brasileiros com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e defendeu a preservação da soberania nacional. 

Ministra destaca mobilização nas redes 

Margareth elogiou a iniciativa da transmissão e ressaltou a participação de pessoas de diferentes regiões do país na mobilização digital em favor de Lula. A ministra também agradeceu ao deputado federal André Janones (Avante-MG) pela contribuição na organização das ações nas redes sociais. 

Segundo ela, a participação popular cresceu desde o primeiro turno, com destaque para o envolvimento de estudantes. 

“A gente tem que acreditar na esperança, sim. A gente pode, sim, ter um país com mais amor, com mais fraternidade, com mais justiça”, declarou. 

A ministra reconheceu que o ambiente digital ainda representa um desafio para parte da população, mas ressaltou a importância das redes sociais para a mobilização política e a circulação de informações durante a campanha. 

Margareth critica gestão cultural de Bolsonaro 

Durante a transmissão, a titular da Cultura também fez críticas à condução das políticas culturais durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ela, artistas e profissionais do setor enfrentaram dificuldades financeiras e falta de apoio naquele período. 

“Eu vi pessoas que trabalhavam no cenário, músicos, artistas, pessoas pedindo comida, pedindo comida mesmo para sobreviver”, relatou. 

Margareth defendeu a continuidade das políticas culturais implementadas durante a gestão Lula e demonstrou preocupação com propostas que, em sua avaliação, podem comprometer o financiamento do setor. 

Ministra defende investimentos e soberania nacional 

A ministra também criticou propostas de privatização e a venda de refinarias da Petrobras. Para ela, o país precisa ampliar a capacidade de produção e refino de petróleo, além de manter investimentos em educação, universidades e pesquisa científica. 

Margareth afirmou que o Brasil tem potencial para desenvolver tecnologia e ampliar sua participação na economia global, desde que haja oportunidades e recursos destinados a essas áreas. 

Ao defender a continuidade do atual governo, ela citou ainda políticas sociais e a abertura de mercados internacionais como pontos importantes para o desenvolvimento nacional. 

“É um passo para frente. A gente precisa continuar caminhando para frente, Brasil”, declarou. 

Ao encerrar sua participação, a ministra reafirmou o apoio à candidatura de Lula e destacou a trajetória do presidente, defendendo a continuidade de seu projeto político às vésperas do segundo turno.