ELEIÇÕES


Flávio Bolsonaro defende retirada de criminosos ‘em pé ou deitado’ em ato no Rio

Candidato do PL discursa sobre segurança pública e lança propostas para a área penal

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, defendeu neste sábado (22) o endurecimento de medidas de segurança pública em comício no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. O ato oficializou o apoio à candidatura de Douglas Ruas (PL) ao governo fluminense.

Durante o evento, o parlamentar discursou sobre ações contra a criminalidade. “O bandido vai ser tirado de circulação em pé ou deitado, porque quem tem que andar nas ruas é a população”, declarou Flávio.

O candidato rebateu avaliações sobre o tom da campanha e a postura assumida na pré-campanha. “Ah, ‘o Flávio é radical’. Não gostou? Vota no defensor de bandido”, afirmou o senador, que se apresentava como um “Bolsonaro mais moderado”.

Na área de segurança, Flávio apresentou propostas de aumento de penas para roubos. “Ladrão de celular vai começar com oito anos de cadeia”, disse o parlamentar.

O candidato também prometeu classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho e as milícias como organizações terroristas.

Ao abordar a situação no estado do Rio de Janeiro, o senador citou o uso de tecnologias por facções criminosas. “As crianças hoje estão sendo treinadas pelo tráfico para usar drone com bomba”, declarou.

Flávio comentou o impacto da violência na rotina da população local. “As pessoas estão com medo, construindo muro alto, grade nas casas. Só falta daqui a pouco a gente comprar guarda-chuva blindado para se proteger de bomba”, completou.

O parlamentar defendeu punições severas para crimes sexuais e de violência doméstica. “Nós vamos aprovar a castração química para estupradores de crianças e mulheres. Não gostou, vota no defensor de bandido”, afirmou.

Em relação aos crimes contra mulheres, o candidato declarou a aplicação de prisão imediata para agressores em um eventual governo.

O candidato dirigiu um aviso direto aos integrantes de grupos criminosos. “Eu estou aqui para resgatar o meu Brasil, para proteger você. Eu não vou abaixar a cabeça para bandido e terrorista. Vocês [bandidos] têm até dezembro deste ano para sair do Brasil”, declarou.

Flávio direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao candidato ao governo fluminense Eduardo Paes. “Com Lula e Paes, vocês acham que vão estar seguros com as suas bolsas, celulares?”, questionou.

O senador explorou o nome de seu aliado político na capital fluminense. “As ruas são nossas e o Ruas vai andar nas ruas”, afirmou o candidato.

O parlamentar classificou o pleito como um combate contra a gestão atual. “Ou vencemos o PT ou o PT vai acabar com o nosso Brasil”, disse.

Na pauta econômica, o candidato prometeu a criação do programa “Minha Primeira Empresa”, sem o detalhamento do funcionamento da medida durante o discurso.

A estratégia do candidato intensifica a emulação da estética do ex-presidente Jair Bolsonaro. O movimento ocorre em meio a dificuldades para atrair o centrão e notícias sobre a ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

No palanque do Rio de Janeiro, o partido enfrentou sucessivas crises recentes. O ex-governador Cláudio Castro desistiu da disputa ao Senado após operações da Polícia Federal, enquanto Márcio Canella, cotado para a vaga, foi alvo de busca e apreensão.

Com a decisão judicial de manter o desembargador Ricardo Couto no comando do governo estadual, Douglas Ruas ficou impedido de assumir o Palácio Guanabara interinamente.