ELEIÇÕES


Flávio Bolsonaro critica STF e afirma sentir nojo

Candidato do PL relaciona mudanças no Judiciário à troca no Planalto e no Senado, em evento com Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, declarou olhar com nojo para o STF durante almoço com empresários na Mooca, zona leste de São Paulo, nesta quinta-feira. Ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB), o parlamentar afirmou que uma eventual reeleição de Lula resultará na indicação de mais quatro ministros favoráveis à perseguição da população.

Durante o discurso, Flávio manifestou o desejo de entrar para a história, “nem que seja como um presidente de transição”. Segundo o candidato, “o Brasil precisa atravessar um mar revolto nesse momento”.

O candidato sustentou que “as coisas acontecem de forma impune” na Corte Suprema. Para ele, a alteração desse cenário exige a substituição do chefe do Executivo e da bancada do Senado.

Flávio assumiu o compromisso de indicar quatro nomes para o STF, entre homens e mulheres, com o perfil de cumprimento da Constituição. Mais cedo, em sabatina na rádio CBN, Tarcísio de Freitas citou que o senador protocolou em março uma PEC para o fim da reeleição, com foco em mandato único.

O evento na capital paulista marcou a primeira agenda pública do parlamentar após a confirmação de sua candidatura. No período da manhã, o senador visitou o mercadão de São Miguel com Ricardo Nunes, responsável por colaborar na organização de seus compromissos na capital.

No local, o candidato cumprimentou e tirou fotos com apoiadores, além de erguer uma peça de picanha. O gesto serviu de crítica a Lula, que utilizou a promessa do consumo de carne como lema de sua campanha em 2022.

Antes da visita ao mercado, manifestantes exibiram cartazes de protesto contra os políticos. Em um deles, o filho de Jair Bolsonaro (PL) apareceu como o personagem “Wally” (de “Onde está Wally?”), acompanhado da pergunta “Onde estão os R$ 61 milhões?”, em referência ao repasse de Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme Dark Horse.

A maior parte das faixas continha acusações contra o governador sobre a destruição do estado e queixas a respeito da violência policial. Tarcísio de Freitas não esteve presente na agenda matutina.