ELEIÇÕES


Damares aciona PGR contra vídeo da campanha de Lula que simula ataque a tiros de criança em escola

Senadora pediu que a PGR identifique os responsáveis pela produção do vídeo

Foto: Carlos Moura/ Agência Senado

 

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) na quinta-feira (15) para pedir que o órgão avalie eventuais irregularidades em uma propaganda da campanha de Lula que usou inteligência artificial para simular um ataque armado dentro de uma escola. O vídeo, veiculado na semana passada, associa o episódio hipotético de tiros na sala de aula à agenda armamentista “dos Bolsonaros”. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A peça começa com um homem limpando seu revólver no sofá da sala, com uma bandeira do Brasil na parede ao fundo, enquanto um menino brinca com carrinhos no chão. Na sequência, a criança aparece de uniforme escolar e mochila, abre uma gaveta e se depara com a mesma arma de fogo. O menino então se assusta com o barulho da buzina de um carro e ouve a voz de sua mãe dizendo que ele está atrasado e precisa ir logo para a escola. Um narrador diz que “os Bolsonaros colocaram mais de 1 milhão de armas nos lares brasileiros” e o aluno entra na sala segurando sua mochila contra o peito. Quando os colegas aparecem, a tela fica preta e ouvem-se sons de tiro e gritos.

Na representação, Damares argumenta que a utilização de uma criança em uma dramatização de violência escolar pode representar riscos ao público infantojuvenil e cita estudos sobre o chamado efeito contágio, fenômeno associado à possibilidade de que a exposição a ataques estimule episódios semelhantes. A senadora também questiona o uso, na propaganda, de imagens reais de um menino de nove anos que apareceu segurando um objeto semelhante a uma arma durante uma comemoração eleitoral em Parnamirim (RN), entre apoiadores de Flávio Bolsonaro.

A senadora pediu que a PGR identifique os responsáveis pela produção do vídeo, examine seus possíveis impactos psicológicos sobre crianças e adolescentes e verifique as medidas adotadas pelas plataformas digitais para restringir a exposição de menores ao conteúdo. A representação cita o Estatuto da Criança e do Adolescente, o artigo 227 da Constituição e o ECA Digital.