ECONOMIA


Vendas do varejo baiano caem entre junho e julho, aponta IBGE

Das 27 unidades da Federação, 20 tiveram recuos no comparativo com junho; Queda na Bahia foi a 10ª mais intensa

Foto: Assessoria

 

De junho para julho de 2026, as vendas do varejo na Bahia voltaram a apresentar queda (-1,2%), na comparação livre de influências sazonais (que desconsidera os efeitos de eventos recorrentes, como Natal, Páscoa etc.). O estado apresentou resultado negativo, nesse comparativo, após dois meses consecutivos de altas (1,1% entre abril e maio e 2,0% entre maio e junho).

Das 27 unidades da Federação, 20 tiveram recuos no comparativo com junho, e a queda na Bahia foi a 10ª mais intensa. No Brasil, as vendas recuaram -0,8% entre junho e julho. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE.

Os maiores crescimentos ocorreram no Espírito Santo (3,0%), em Sergipe (1,3%) e Rondônia (1,1%). As maiores retrações foram registradas em Tocantins (-2,5%), Amapá (-2,5%) e Mato Grosso (-2,2%).

Na comparação de julho/26 com julho/25, porém, as vendas do varejo na Bahia seguiram em alta (3,2%), chegando a 16 meses de crescimentos mensais consecutivos (avançam desde abril/25).

Foi um aumento superior ao nacional (1,2%) e o 8º entre os estados, 21 dos quais tiveram resultados positivos. Os melhores índices, neste comparativo, ocorreram em Espírito Santo (8,5%), Pernambuco (7,1%) e Acre (6,6%). Amapá (-4,4%), Mato Grosso (-3,1%) e Pará (-1,7%) tiveram os recuos mais intensos.

Com os resultados do mês, as vendas do varejo baiano seguiram em alta no acumulado no ano de 2026 (3,6%). O resultado é superior ao registrado no Brasil como um todo (1,8%) e o 9º entre os estados. Os maiores aumentos ocorrem em Pernambuco (10,4%), Distrito Federal (7,6%) e Tocantins (7,1%).

Nos 12 meses encerrados em julho, as vendas do varejo baiano também avançam (3,9%) acima do indicador nacional (1,6%) e sustentando a 8ª maior alta entre os estados. Dos 27, 22 têm aumentos nesse acumulado, liderados por Pernambuco (6,7%), Distrito Federal (6,0%) e Rio Grande do Norte (5,7%).