ECONOMIA


Sob o governo Lula, estatais acumulam rombo de R$ 7,4 bilhões

Nos últimos 12 meses, empresas acumularam déficit de R$ 9,7 bi; em maio, houve superavit de R$ 0,3 bilhão

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

As empresas estatais brasileiras encerraram os cinco primeiros meses de 2026 com déficit primário de R$ 7,4 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O resultado considera estatais federais, estaduais e municipais, mas exclui a Petrobras e os bancos públicos.

No acumulado de 12 meses até maio, o déficit chegou a R$ 9,7 bilhões. Apesar do saldo negativo no ano, maio registrou superávit de R$ 300 milhões, revertendo o déficit de R$ 1,8 bilhão observado em abril.

Na comparação com 2025, o déficit acumulado entre janeiro e maio dobrou, passando de R$ 3,6 bilhões para R$ 7,4 bilhões. Já o resultado acumulado em 12 meses aumentou de R$ 7,4 bilhões para R$ 9,7 bilhões.

O cenário foi puxado principalmente pelas estatais federais, que registraram déficit de R$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026, o maior valor nominal para o período desde o início da série histórica, em 2002. O resultado representa alta de 151,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando o saldo negativo foi de R$ 1,8 bilhão.

As estatais estaduais também fecharam o primeiro trimestre no vermelho, com déficit de R$ 1,5 bilhão, o maior já registrado para o período. A última vez que as estatais federais apresentaram superávit no primeiro trimestre foi em 2022, quando o saldo positivo alcançou R$ 6,6 bilhões.