ECONOMIA


Setor de serviços recua 0,1% em agosto e contradiz projeções

Números frustraram as projeções após pesquisa da Reuters projetar alta de 0,4% na base mensal e de 1,1% na comparação anual

Foto: Mateus Pereira/Gov-BA

 

O volume do setor de serviços do Brasil caiu 0,1% em relação a julho e teve alta de 0,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (14). Os números frustraram as projeções, já que pesquisa da Reuters projetava alta de 0,4% na base mensal e de 1,1% na comparação anual.

A ligeira variação negativa (-0,1%) do volume de serviços, na passagem de julho para agosto de 2026, foi acompanhada por três das cinco atividades: outros serviços (-1,0%); transportes (-0,2%); e profissionais, administrativos e complementares (-0,2%), que eliminaram, integralmente ou em parte, os ganhos verificados no mês de julho. Já os serviços prestados às famílias (2,1%) registraram o segundo avanço consecutivo, com ganho acumulado de 2,9%. Por sua vez, informação e comunicação (0,0%) mostrou estabilidade neste mês.

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral do volume de serviços ficou estável (0,0%) no trimestre encerrado em agosto de 2026 frente ao trimestre imediatamente anterior.

Entre os setores, ainda na série com ajuste sazonal, três das cinco atividades recuaram: outros serviços (-0,6%), profissionais, administrativos e complementares (-0,3%) e informação e comunicação (-0,2%). Em sentido oposto, os serviços prestados às famílias (0,5%) e os transportes (0,1%) registraram os únicos avanços neste indicador.

Frente a igual mês do ano anterior, o volume do setor de serviços cresceu 0,6% em agosto de 2026, vigésimo nono resultado positivo seguido. O avanço deste mês foi acompanhado por três das cinco atividades de divulgação e por 44,6% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, o de informação e comunicação (4,3%) exerceu o principal impacto positivo.

Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (1,7%); e dos serviços prestados às famílias (4,4%).

Os únicos impactos negativos vieram dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-2,8%) e os outros serviços (-2,5%), pressionados pela menor receita do transporte aéreo de passageiros; do rodoviário de cargas; da logística de transporte de cargas; do ferroviário de cargas e da atividade de correio, no primeiro setor; e de serviços financeiros auxiliares, no último.

No acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, o setor de serviços cresceu 1,7%, com altas em três das cinco atividades de divulgação e em 49,4% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, a contribuição positiva mais importante ficou com o ramo de informação e comunicação (6,2%), impulsionado, em grande parte, pelo aumento das receitas das empresas dos segmentos de telecomunicações; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; consultoria em tecnologia da informação, entre outros.

Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (2,4%); e dos serviços prestados às famílias (2,4%).

Já os setores de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,5%) e de outros serviços (-0,3%) exerceram os únicos impactos negativos sobre o volume total de serviços, pressionados, especialmente, pela menor receita vinda de transporte aéreo de passageiros; logística de cargas; atividades de correio; e gestão de portos e terminais, no primeiro ramo; e de serviços financeiros auxiliares, no último.