ECONOMIA


Risco-país do Brasil dispara 26% após reeleição de Lula e atinge maior nível de 2025

Morgan Stanley alerta para possíveis impactos da pressão fiscal sobre os ativos brasileiros

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

 

O risco-país do Brasil registrou forte alta nesta segunda-feira (26), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Credit Default Swap (CDS) de cinco anos, indicador que mede a percepção de risco de inadimplência da dívida soberana, avançou 26%, alcançando 151,7 pontos. Na sexta-feira (23), o índice estava em 120,2 pontos.

O patamar atual é o mais elevado desde junho de 2025 e reflete a reavaliação dos ativos brasileiros pelos investidores após o resultado das eleições presidenciais.

Em relatório, estrategistas do banco americano Morgan Stanley estimaram que o CDS brasileiro pode avançar mais 40 pontos e que o dólar pode chegar a R$ 6 caso as pressões fiscais se intensifiquem. Na avaliação da instituição, o aumento das preocupações com as contas públicas representa um risco para as ações, a moeda e os títulos da dívida do país.

O indicador havia apresentado movimento contrário após o primeiro turno das eleições. Na ocasião, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente de Lula na votação, o CDS chegou a ficar abaixo de 108 pontos, atingindo o menor nível em seis anos.

Posteriormente, o índice voltou a subir em meio às incertezas sobre o resultado da disputa presidencial. Segundo um gestor de fundo especializado em mercados emergentes, ouvido em Nova York, as pesquisas que apontavam empate técnico entre os candidatos não refletiam, naquele momento, uma eventual vitória de Lula nas cotações.

Com informações da CNN Brasil e Estadão