ECONOMIA


Petróleo Brent sobe 3,5%, com escalada do conflito no Oriente Médio

Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse nesta terça-feira que a negociação de um acordo com o Irã poderia "levar alguns dias"

Foto: Pixabay

 

O petróleo fechou em direções opostas nesta terça-feira, 26, em meio a escalada entre os Estados Unidos e o Irã após troca de ataques no Oriente Médio. O Brent subiu quase 4% na máxima da sessão, enquanto o WTI caiu no retorno de feriado que manteve os mercados norte-americanos fechados na segunda-feira.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em queda de 2,81% (US$2,71), a US$93,89 o barril.

A cotação do benchmark dos EUA é em relação ao fechamento de sexta-feira, uma vez que não houve preço de fechamento do benchmark na segunda devido ao feriado de Memorial Day. Já o Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 3,58% (US$3,44), a US$99,58 o barril.

Analistas da Capital Economics afirmam que a oscilação recente do petróleo indica expectativa de queda de preços nos próximos três meses, mas com baixa convicção, diante da incerteza sobre o Estreito de Ormuz.

O Irã afirmou nesta terça ter derrubado um drone dos EUA no Golfo Pérsico e acusou os americanos de terem “violado” o cessar-fogo em vigor, que, por sua vez, classificaram a ação como ato de “defesa”. Com a tensão, o Brent para julho, que deixou de ser o contrato mais líquido no início desta semana, voltou a tocar US$100 por barril na máxima intraday.

Ainda, o líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, ameaçou atacar bases americanas no Oriente Médio. Em paralelo, o presidente Masoud Pezeshkian disse ao emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, estar disposto a fechar um “acordo digno”.

Segundo a Bloomberg, o Japão aumentou as importações de petróleo por rotas alternativas em maio, com Ormuz ainda fechado, enquanto a mídia japonesa circula relatos de que o país começou negociações comerciais com o Mercosul, que também podem envolver a importação da commodity.