ECONOMIA


Nordeste deve liderar crescimento econômico do país em 2026

Entre fatores que impulsionam região estão investimentos públicos, execução de obras de infraestrutura, estímulos à habitação e avanço da construção civil

Foto: XP Investimentos/assessoria

 

O Nordeste deve registrar o maior crescimento econômico do Brasil em 2026, resultado que contrasta com a desaceleração observada em parte do país. Segundo projeções do BB Assessoramento Econômico, a região deve avançar 3,2%, superando Norte (2,5%), Sul (2,2%), Sudeste (1,7%) e Centro-Oeste (1,5%). A estimativa também fica bem acima da média nacional, projetada em 2,0%.

O desempenho é sustentado por uma combinação rara de vetores positivos. Enquanto outras regiões enfrentam maior dependência de setores específicos, o Nordeste reúne expansão simultânea da agropecuária, da indústria e dos serviços. As projeções indicam crescimento de 4,0% no agro, 2,6% na indústria e 3,1% nos serviços, formando uma base mais equilibrada para a atividade econômica.

Entre os fatores que impulsionam a região estão a continuidade dos investimentos públicos, a execução de obras de infraestrutura, os estímulos à habitação e o avanço da construção civil.

O estudo destaca ainda a expansão da produção automotiva na Bahia, a recuperação do setor petrolífero em Pernambuco, o crescimento da construção civil na Paraíba e a implantação de um grande data center no Ceará como alguns dos principais motores da economia regional.

O avanço também encontra impulso no campo. Ao lado do Sul, o Nordeste aparece como uma das únicas regiões com previsão de aumento da produção de grãos em 2026, após já ter incorporado 1,9 milhão de toneladas em 2025.

A expectativa é de crescimento adicional de 7,8% na safra, puxado principalmente por soja e milho, com destaque para Piauí, Maranhão e Bahia. Em um cenário nacional marcado por juros elevados e desaceleração econômica, o Nordeste se posiciona como a principal fronteira de expansão do país em 2026.