ECONOMIA


Ministro diz que Brasil tem “caixa-preta” de R$ 800 bilhões em renúncias fiscais

Ministro da Fazenda destaca "impacto positivo da reforma tributária para o ambiente de negócios no Brasil"

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, trouxe à tona um tema intrigante durante o evento Nova Indústria Brasil, realizado no Rio de Janeiro. Segundo ele, o Brasil possui uma ‘caixa-preta’ de R$ 800 bilhões em renúncias fiscais. Essa questão reflete uma prática onde, em vez de oferecer uma alíquota média de tributos reduzida para todos, o governo opta por beneficiar alguns setores específicos, os chamados ‘campeões nacionais’. Esse cenário, segundo Haddad, prejudica aqueles que pagam impostos regularmente, enquanto favorece aqueles que transformaram o lobby em uma verdadeira profissão.

O ministro também destacou a recente aprovação da reforma tributária no Congresso Nacional. Ele ressaltou que as mudanças legislativas terão um impacto extraordinário no ambiente de negócios brasileiro. Com a reforma, a desoneração sobre investimentos será total, assim como sobre as exportações. Além disso, a guerra fiscal entre estados, e entre estados e a União, será encerrada, favorecendo, segundo Haddad, os bons empresários.

Haddad salientou ainda que a carga tributária do país atualmente é menor do que há uma década. Contudo, ele reconhece que ainda há desafios significativos a serem enfrentados, especialmente no que concerne ao equilíbrio orçamentário. O ministro lembrou que, ao assumir o governo federal em 2023, a administração deparou-se com um déficit primário estrutural de 2%.

Em suas declarações, Haddad destacou o apoio de uma parcela do Congresso, que tem sido fundamental para avançar na estabilização do orçamento. Ele enfatizou que essas ações são imprescindíveis para criar condições macroeconômicas que permitam à indústria nacional retomar seu desenvolvimento. A fala do ministro foi divulgada pelo veículo de comunicação que cobriu o evento, reforçando a importância das reformas para a economia brasileira.