ECONOMIA


Governo autoriza R$13,5 bilhões para setores afetados pelo tarifaço dos EUA

Recursos serão disponibilizados pelo BNDES, que deverá informar governo sobre empresas beneficiadas, valores liberados e estados onde estão instaladas

Foto: José Cruz/Agência Brasil

 

O governo federal autorizou nesta segunda-feira (24) a utilização de até R$13,5 bilhões do Tesouro Nacional para financiar empresas brasileiras e áreas consideradas estratégicas por meio do Plano Brasil Soberano III. Os recursos serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A medida tem como objetivos apoiar empresas prejudicadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, estimular as exportações e fortalecer a produção de itens considerados importantes para a economia. Dos R$13,5 bilhões autorizados pela União, R$5 bilhões serão destinados a empresas atingidas pelo tarifaço norte-americano de 37,5%.

O programa também contempla setores afetados por conflitos e instabilidades no cenário internacional, de modo que outros R$3,5 bilhões serão direcionados a companhias que exportam para países do Golfo Pérsico.

A produção de adubos, fertilizantes e outros insumos terá R$2 bilhões, enquanto outros R$2 bilhões serão aplicados na cadeia de minerais críticos e estratégicos, desde a extração até o processamento. O R$1 bilhão restante ficará para outros segmentos industriais relacionados ao comércio exterior.

O Plano Brasil Soberano III foi criado em julho de 2026 por meio da Medida Provisória nº 1.379/2026. A terceira etapa prevê até R$18,5 bilhões em crédito, sendo R$13,5 bilhões provenientes do Tesouro Nacional e outros R$5 bilhões do próprio BNDES.

O acompanhamento da aplicação dos recursos ficará sob responsabilidade do BNDES. O banco deverá encaminhar mensalmente ao governo informações sobre as empresas beneficiadas, os valores liberados e os estados onde elas estão instaladas. Um relatório consolidado deverá ser apresentado uma vez por ano.

Caso a execução dos recursos fique abaixo do esperado, o Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano III poderá alterar os valores destinados a cada área e rever as prioridades do programa.