ECONOMIA


Fraude no INSS: Caixa estuda atendimento presencial para vítimas de descontos indevidos, diz Alckmin

Atualmente, o único meio para pedir ressarcimento hoje é a plataforma 'Meu INSS'

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

 

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo (11) que a Caixa Econômica Federal estuda formas de oferecer atendimento presencial a aposentados e pensionistas prejudicados por descontos indevidos nos benefícios do INSS.

Os descontos foram realizados por entidades associativas, sem o conhecimento ou autorização dos beneficiários. O caso veio à tona com a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) no dia 23 de abril.

A suspeita dos investigadores é que os descontos sem autorização possam ter chegado a R$ 6,3 bilhões entre 2019 a 2024.

O atendimento presencial deve ser um novo canal de comunicação entre o INSS e as vítimas. “Tudo será feito pelo Meu INSS. Mas há pessoas que não têm internet, então a Caixa está estudando uma forma de auxiliar quem precisa de atendimento presencial”, declarou Alckmin, durante a 5ª Feira Nacional do MST, em São Paulo.

Na última sexta-feira (9), o INSS anunciou a devolução de R$ 292,6 milhões a aposentados e pensionistas. Os valores serão pagos entre os dias 26 de maio e 6 de junho, referentes a descontos de abril que ocorreram mesmo após o bloqueio determinado pelo governo. Segundo o instituto, a cobrança também foi mantida em maio porque a folha de pagamento já havia sido processada.

“O valor bloqueado será devolvido na folha de maio”, informou o INSS.