ECONOMIA


Bruno Reis defende Salvador como alternativa ao Porto de Santos para exportações do oeste baiano

Prefeito destacou incentivos fiscais e potencial logístico da capital para ampliar o escoamento da produção agrícola

Foto: Jefferson Aleffe

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), esteve presente na última quinta-feira (11) na Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães.

Na ocasião, o gestor municipal falou sobre o potencial logístico da capital baiana para o escoamento da produção agrícola do estado. Segundo ele, atualmente a maior parte da produção agrícola do oeste da Bahia é exportada pelo estado de São Paulo, apesar da existência de infraestrutura portuária em Salvador.

“Hoje, 96% da produção agrícola do Oeste é exportada pelo Porto de Santos (SP). Nós temos condições de exportar pelos nossos portos e queremos mostrar toda a logística disponível, as retroáreas, o conjunto de estímulos e incentivos fiscais que Salvador oferece para atrair essa movimentação. Isso representa mais receita para a cidade e para o estado, além de gerar menos custos para o produtor e para quem investe”, afirmou.

De acordo com Bruno Reis, Salvador tem condições de ser um polo estratégico de comércio exterior, atendendo inclusive à região do Matopiba, que compreende não apenas a Bahia, mas também os estados do Maranhão, Tocantins e Piauí.

Atualmente, complexo portuário de Salvador, que engloba o Porto de Salvador/Tecon, Cotegipe e TMG, atende mais de 43% da movimentação dos portos públicos da Bahia. A capacidade de carga supera 550 mil TEUs por ano, com previsão de ampliação com potencial de quase 1,1 milhão de TEUs.

Com o objetivo de expandir a infraestrutura, a prefeitura utilizou como exemplo o “Programa de Desenvolvimento de Novos Polos Logísticos”. A iniciativa oferece pacotes atrativos para investidores de retroárea: isenção de ITIV, redução de até 50% no IPTU e redução do ISS de 5% para 2% pelo período de cinco anos em regiões estratégicas como Valéria, São Tomé de Paripe, Barros Reis, BR-324 e Porto Seco Pirajá.

A gestão municipal projeta um crescimento na exportação de algodão por Salvador, saltando de 6% em 2024 para os atuais 18%, com a meta de alcançar 30% até o final de 2026.