ECONOMIA


Braskem registra alta de 91% no Ebitda e alcança R$ 818 milhões no terceiro trimestre de 2025

Resultado reflete priorização de vendas com maior valor agregado e avanço do Programa Global de Resiliência

 

Foto: Divulgação

A Braskem registrou um Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) recorrente de R$ 818 milhões no terceiro trimestre de 2025, o que representa um aumento de 91% em relação ao segundo. De acordo com a petroquímica, o resultado “reflete a priorização de vendas com maior valor agregado e a implementação das iniciativas de resiliência da companhia”.

“A Braskem permanece comprometida com a execução das iniciativas previstas em seu Programa Global de Resiliência e Transformação, com foco em superar os desafios estruturais da indústria petroquímica global e do setor químico nacional. Neste sentido, temos adotado medidas decisivas voltadas à geração sustentável de valor, com ênfase na maximização do Ebitda e na maior geração de caixa no curto e longo prazo”, afirma Roberto Ramos, CEO da companhia.

Segundo a Braskem, o terceiro trimestre do ano “continuou pressionado pela volatilidade da economia global e pelo prolongado ciclo de baixa da indústria petroquímica”. Isso teria impactado diretamente nas referências de preço internacionais, reduzindo, em relação ao segundo trimestre, de 4%, 14% e 13% nos spreads de PE (polietileno), PP (polipropileno) e PVC (policloreto de vinila) utilizados como referência no segmento Brasil/América do Sul; e 4% no spread de PP usado como referência no segmento Estados Unidos e Europa.

A taxa média de utilização das centrais petroquímicas no Brasil e na América do Sul foi de 65%, inferior à do trimestre passado devido à parada programada no Rio de Janeiro. Já as vendas de resinas no mercado interno caíram 5%, impactadas pelo maior volume de PE importado em julho e agosto, e pela menor demanda de PP. As vendas de químicos cresceram 11% no mercado doméstico e 10% nas exportações.

Por conta destes resultados, o Ebitda do Brasil foi de R$1.115 milhões, um aumento de 29% em relação ao segundo trimestre.

Por outro lado, nos EUA e na Europa, a taxa de utilização subiu para 79%, sendo beneficiada pela recomposição de estoques nos Estados Unidos. O Ebitda recorrente foi negativo em R$ 79 milhões, em função da menor demanda nas regiões. No México, a primeira parada geral de manutenção da central petroquímica, concluída em julho, impactou a taxa de utilização e a margem do trimestre, o que resultou em um Ebitda recorrente negativo de R$ 204 milhões.

“A Braskem segue comprometida com disciplina financeira e execução do seu Programa de Resiliência e Transformação. É importante destacar que a indústria química brasileira apresentou um nível de ociosidade de 39% – recorde dos últimos 30 anos, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Diante disso, é fundamental ressaltar a importância de uma agenda regulatória da Indústria Química Brasileira, com iniciativas como PL 892/25 e antidumping definitivo, de modo a fortalecer a competitividade da indústria de forma justa”, ressaltou o presidente da Braskem.

Atualizações de Alagoas

Em nota, a petroquímica comentou sobre o evento geológico em Alagoas, afirmando que encerrou o terceiro trimestre do ano, 19% menor do que no ano anterior. Segundo a Braskem, “até 30 de setembro, o Programa de Compensação Financeira (PCF) contou com 99,9% das propostas apresentadas, sendo 99,5% delas já pagas”.

A companhia também falou sobre o plano de fechamento das cavidades de sal, afirmando que 18 delas estão com previsão de preenchimento prioritário sendo que seis já tiveram o preenchimento concluído, três atingiram o limite técnico de preenchimento, sete estão com o processo de preenchimento em andamento e duas se encontram na fase de preparação e planejamento.

Sobre as medidas sócio urbanísticas, a Braskem informou que já existem 11 projetos definidos para mobilidade urbana, sendo seis concluídos, três em andamento e dois em fase de planejamento.