ECONOMIA


Bancos preveem corte da Selic em novembro e retomada de reduções em 2027

Pesquisa da Febraban aponta que metade das instituições projeta taxa básica em 13,50% ao fim de 2026

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

 

Metade dos bancos consultados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) espera que a Selic termine 2026 em 13,50%. A previsão considera a retomada do ciclo de cortes a partir de março de 2027. A mediana das estimativas também aponta para uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião do Copom de novembro. As informações são da CNN.

Entre os demais participantes, 30% não projetam novos cortes da Selic ainda em 2026, enquanto 20% esperam que a taxa encerre o ano em 13,25% ou abaixo desse nível. A Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas é realizada a cada 45 dias, após as reuniões do Comitê de Política Monetária, e nesta edição ouviu 20 instituições entre 22 e 28 de setembro.

As perspectivas para a economia brasileira também são de desaceleração. Para 45% dos bancos, o PIB deve crescer abaixo da projeção de 1,85% indicada na última pesquisa Focus, em razão do ritmo menor dos setores mais cíclicos. Outros 40% esperam uma expansão próxima desse percentual, com estímulos fiscais e de crédito compensando parte dos fatores de baixa.

Na inflação, 50% avaliam que o IPCA ficará acima do consenso de 4,9% para 2026, enquanto 40% projetam o índice próximo desse nível.

No cenário internacional, 75% dos participantes esperam que o Federal Reserve eleve os juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual até o fim do ano, diante da inflação ainda acima da meta e da resistência da atividade econômica.

Para o crédito, a Febraban projeta crescimento de 8,9% da carteira total em 2026 e de 7,4% em 2027.

A inadimplência da carteira livre é estimada em 6,1% neste ano e 5,9% no próximo, enquanto 65% dos bancos acreditam que a inadimplência das famílias continuará subindo até o fim de 2026.