ECONOMIA


Ata do Fed e conflito no Oriente Médio travam bolsas da Europa nesta quarta

Índices fecham sem tendência definida diante da aceleração da inflação e do alerta de autoridades monetárias na região

Foto: Pixabay

As bolsas da Europa encerraram a quarta-feira (19) sem direção definida, em um dia de movimento contido nos mercados. O resultado refletiu as incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio e a expectativa dos investidores pela divulgação da ata da reunião de política monetária de julho do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,14%, aos 10.743,35 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, registrou ganho de 0,01%, aos 26.129,78 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,09%, aos 8.501,91 pontos, e em Milão o FTSE MIB recuou 0,75%, aos 52.618,20 pontos.

Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,55%, aos 19.825,07 pontos, e o PSI 20, de Lisboa, perdeu 0,71%, aos 9.238,90 pontos. As cotações informadas são preliminares.

A venda generalizada registrada no setor de tecnologia (-0,32%) perdeu força nos mercados europeus, ao passo que o segmento de produtos químicos (+0,19%) apresentou valorização. Em contrapartida, as ações da Trainline recuaram cerca de 14% após a Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA, na sigla em inglês) do Reino Unido abrir uma investigação sobre práticas de precificação do site de passagens de trem e ônibus.

O conflito no Oriente Médio exerce pressão sobre os índices de preços no continente europeu. Na zona do euro e no Reino Unido, a taxa anual de inflação ao consumidor acelerou para 2,9% em julho, o que amplia o distanciamento em relação à meta de 2% estabelecida pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês).

O dirigente do BCE e presidente do Banco Central da Finlândia, Olli Rehn, afirmou nesta quarta-feira que, “até o momento, não há sinais claros de efeitos de segunda ordem decorrentes da guerra e que a formulação da resposta de política adequada ao choque de oferta está no centro de atuação do banco central”.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, declarou que a Europa não pode “se dar ao luxo” de perder a revolução digital motivada pela inteligência artificial (IA), a exemplo do que ocorreu em outros momentos.