BRASIL


Operação desmobiliza grupo que pretendia atacar Planalto e STF nas eleições

Grupo, que tinha integrantes entre 19 e 31 anos, se dizia "contra o sistema" e articulava ações pelo Telegram

Fotos: Antônio Cruz/ Agência Brasil; Antonio Augusto/STF

 

A operação Rede Interrompida, deflagrada hoje pela Polícia Civil em parceria com o Ministério da Justiça, desmontou um plano para atacar prédios públicos como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto durante o período eleitoral. O grupo se dizia “contra o sistema” e atuava pelas redes sociais.

Os investigados se conheciam apenas pela internet. Os integrantes do grupo tinham idades entre 19 e 31 anos e articulavam as ações pelo Telegram. Eles pretendiam fazer os ataques em outubro, durante o período eleitoral, conforme informaram representantes do Ministério da Justiça e da Polícia Civil do DF.

A operação aconteceu em 5 estados. Oito pessoas são investigadas, nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. A operação teve apoio das Polícias Civis dos respectivos estados.

Comunicações analisadas indicavam discussões sobre uma mobilização a ser realizada em Brasília durante o período eleitoral. Havia referências à invasão de edificações, seleção de alvos, formação tática, recrutamento interestadual e análise de mapas.

Além disso, foram compartilhadas plantas arquitetônicas, modelos tridimensionais de prédios situados na região central da capital, bem como manuais sobre fabricação de explosivos.

A investigação apura os crimes de associação criminosa, incitação ao crime e apologia de crime, entre outros delitos. Foram apreendidos material com apologia ao nazismo, facas e armas de fogo.

A apuração teve início após um relatório técnico elaborado pelo Ciberlab, vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Com isso, a Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV), da Polícia Civil, instaurou um inquérito policial.