BRASIL


Lito Sousa recebe substância experimental e está na UTI, diz esposa em vídeo; assista

Criador de conteúdo já estava internado por complicações da doença de Creutzfeldt-Jakob

Imagem: Reprodução/YouTube

 

A esposa de Lito Sousa, Mila Seidl, afirmou nesta segunda-feira (14) que o influenciador permanece estável na UTI do Einstein Hospital Israelita após receber uma substância experimental contra a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Segundo ela, Lito não apresentou intercorrências relacionadas ao tratamento.

“Precisamos de torcida e orações. Nas próximas seis semanas teremos um comparativo de amostra e da evolução do caso”, afirma Mila em vídeo publicado no canal Aviões e Músicas, no YouTube.

Segundo Mila, a última semana foi marcada por uma piora no estado geral de saúde de Lito. “Começou uma correria porque a gente via, dia após dia, que a evolução da doença foi muito rápida, parece um tsunami.”

“É uma doença de fato assustadora, progressiva. Um dia você anda, no outro dia você não anda mais. Cada minuto é essencial”, afirma Mila, em outro momento do vídeo.

Aos 59 anos, Lito recebeu em agosto o diagnóstico de DCJ, uma doença rara e progressiva causada pelo acúmulo anormal de proteínas chamadas príons no cérebro. Não há tratamento aprovado capaz de interromper ou reverter a doença.

A substância administrada em Lito é a ALN-6457, um composto experimental desenvolvido pela farmacêutica Regeneron. A molécula ainda não foi formalmente testada em seres humanos para DCJ, e sua segurança e eficácia são desconhecidas.

“Falando sobre o remédio: ele é um silenciador genético focado nos príons. Estudos abertos mostram resultados muito promissores em animais, mas não sabemos como se comporta em humanos, se pausa [o acúmulo anormal de proteínas], desacelera ou limpa”, diz Mila.

Ela também falou sobre os riscos de utilizar uma substância ainda sem eficácia e segurança comprovadas. Segundo Mila, um dos critérios da farmacêutica para aceitar um paciente é a existência de risco iminente de morte.

“Se você usar aquele medicamento fora dos estudos [clínicos] você tem um risco, porque não estão 100% validadas as partes de eficácia e segurança. Mas, se você não toma, também, o desfecho já é aquele. Então é quando você não tem nenhuma saída mais, não existe o que você possa fazer. E se você não fizer nada o desfecho não tem como não ser a morte”,