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Fraude no INSS: Governo alerta para risco de golpes por ‘onda de desinformação nas redes’

Segundo o governo federal, 'fraudadores utilizam fake news para enganar aposentados'

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

 

Após a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que desvendou um esquema bilionário de fraudes no INSS, surgiram diversas tentativas de golpe e informações falsas nas redes sociais. O governo federal e o INSS estão alertando os beneficiários para que não caiam em armadilhas virtuais.

Com o caso em evidência, criminosos estão aproveitando para aplicar novos golpes, espalhando fake news sobre supostos ressarcimentos. As fraudes incluem mensagens enviadas por e-mail e WhatsApp, prometendo devolver valores cobrados indevidamente. Tais mensagens contêm links que prometem agilizar a devolução dos valores, mas são falsas e visam roubar dados pessoais das vítimas. O Ministério da Previdência Social destacou que qualquer ressarcimento será feito exclusivamente na conta onde o beneficiário já recebe seu pagamento do INSS, como mencionado pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior.

Outro golpe em circulação é um anúncio que imita o layout do portal g1, prometendo indenizações de R$ 2 mil a R$ 8 mil para aposentados. O g1 já desmentiu o conteúdo, alertando que nunca publicou reportagens com essas informações. A assessoria do INSS também confirmou que se trata de fake news. Além disso, políticos estão disseminando desinformações sobre o caso, como no vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira, que afirma erroneamente que a fraude movimentou R$ 90 bilhões em 2023. Na realidade, a fraude está estimada em R$ 6 bilhões, segundo a PF.

O governo federal, diante desse cenário de desinformação, orienta os segurados a não confiarem em mensagens não oficiais e a não clicarem em links suspeitos. Em abril, a operação da PF e CGU revelou que associações realizaram descontos indevidos nas aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS, gerando prejuízo de até R$ 6,3 bilhões. Associações prometiam serviços fictícios e falsificavam assinaturas dos segurados. Seis servidores públicos foram afastados, incluindo o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e o ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, foi demitido após o escândalo.