BAHIA


Mortes caem 20% na Bahia; Chapada Diamantina tem cidades sem casos há mais de 1 ano

Dados foram divulgados nesta quarta-feira pela Secretaria de Segurança Pública

Foto: Assessoria/SSP-BA

A Bahia registrou uma redução de 20,5% das mortes violentas (homicídio, latrocínio e lesão dolosa seguida de morte) no primeiro semestre de 2026, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. A Chapada Diamantina tem 4 municípios sem mortes há mais de um ano.

Os dados foram apresentados na manhã desta quarta-feira (1]), durante balanço da Secretaria de Segurança Pública.

De acordo com os números divulgados, Salvador apresentou a maior queda no índice de homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, com menos 29,7%, seguida pela região metropolitana, com 29,6% e das cidades do interior com uma queda de 16,5%.

De acordo com a SSP, foram 424 vidas preservadas entre janeiro e junho deste ano.

O secretário Marcelo Werner atribui o resultado às 500 operações de combate ao crime organizado e ao trabalho preventivo diário das forças de segurança.

“As ações integradas entre as forças estaduais, federais e municipais, além da dedicação incansável dos policiais, peritos, bombeiros e guardas civis foram as responsáveis por esta importante diminuição dos crimes graves contra a vida”, disse.

Chapada tem 4 municípios sem mortes há mais de um ano

O balanço da SSP aponta ainda que municípios da Chapada Diamantina acumulam longos períodos sem registro de crimes violentos, como homicídios. Ao menos quatro municípios não contabilizam mortes há mais de um ano.

De acordo com o balanço, Novo Horizonte não registra crimes contra a vida desde 8 de abril de 2021. Em Abaíra, o último caso ocorreu em 20 de julho de 2022. Já Palmeiras e Boninal tiveram os registros mais recentes em 6 de maio e 6 de outubro de 2024, respectivamente.

Segundo a 13ª Coorpin, nos demais municípios da região também há intervalos prolongados entre os casos de homicídio, indicando baixa frequência desse tipo de crime.

O coordenador regional da Polícia Civil, Atilano Campos, atribuiu os resultados ao trabalho de investigação, à atuação integrada com as demais forças de segurança e às ações de inteligência e polícia judiciária.