BAHIA


Bahia contabiliza 45.294 novas vagas em 2026

Resultado representa aumento de 2,12% em relação ao total de vínculos do começo do ano

Foto: Divulgação / SDE

 

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, a Bahia gerou 7.159 postos com carteira assinada (diferença entre 90.175 admissões e 83.016 desligamentos) em maio. O resultado marca o quinto mês seguido com saldo positivo. Os dados foram sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

No agregado do ano, de janeiro a maio, a Bahia preencheu 45.294 novas vagas, aumento de 2,12% em relação ao total de vínculos do começo do ano.

O saldo de maio se revelou inferior ao de abril (+8.607 postos) e apenas o segundo maior do ano no estado até agora. No comparativo anual, o resultado também se mostrou menor do que o de maio do ano passado (+13.140 postos). A Bahia, assim, passou a contar com 2.183.548 vínculos celetistas ativos, uma variação positiva de 0,33% sobre o quantitativo do mês anterior.

Na Bahia, em maio, todas as cinco grandes atividades registraram saldo positivo. O segmento de Serviços (+2.828 vagas) foi o que mais gerou postos. Em seguida vieram Construção (+2.153 vínculos), Indústria geral (+1.195 postos), Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+982 empregos) e Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (+1 posto). Portanto, não houve supressão líquida de postos em quaisquer dos setores.

No mês, o Brasil computou um saldo de 72.960 novas vagas, enquanto o Nordeste registrou uma geração líquida de 23.351 postos. A Bahia (+0,33%) registrou um aumento relativo superior às médias do Nordeste e do país.

Das 27 unidades federativas, houve crescimento do emprego celetista em 22 delas em maio. A Bahia exibiu o quinto maior saldo do país. Quando se observa a variação relativa, a unidade baiana se situou na sétima posição.

No Nordeste, apenas um estado não experimentou alta do emprego formal. Em termos absolutos, a Bahia exibiu o melhor resultado entre as unidades nordestinas. Em termos relativos, por sua vez, o estado baiano se situou na terceira posição.

Segundo o especialista em produção de informações econômicas, sociais e geoambientais da SEI, Luiz Fernando Lobo, “a geração de postos de trabalho com registro em carteira na Bahia continua evidenciando alguma perda de fôlego em 2026, visto que o saldo acumulado de janeiro a maio deste ano, com pouco mais de 45 mil novos postos, se mostrou inferior ao resultado para o mesmo conjunto de meses do ano passado, quando 60.621 novos vínculos empregatícios foram estabelecidos”.

De janeiro a maio, quatro dos grandes grupamentos registraram resultado positivo. O setor de Serviços (+26.565 vagas) foi o de maior saldo. Em seguida, Construção (+13.141 empregos), Indústria geral (+7.030 vínculos) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+1.576 empregos) também foram responsáveis pelo surgimento de vagas.

Apenas Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (-3.017 vagas) registrou perda líquida de postos no ano.

O crescimento do emprego também foi observado no Brasil e no Nordeste no ano, com 767.326 e 94.684 novas vagas, respectivamente, altas de 1,63% e 1,20% em relação ao quantitativo do início de 2026.

A Bahia (+0,33%), dessa forma, registrou um aumento relativo superior às médias do Nordeste e do país.

No acumulado do ano, 26 unidades federativas contaram com aumento de empregos celetistas. A Bahia exibiu o quinto maior saldo agregado do país e o maior do Nordeste. Em termos relativos, a Bahia se posicionou na nona colocação no país e na segunda posição na região nordestina.