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Brasil firma acordo com agência europeia para redução de lixo espacial até 2030

​Iniciativa prevê o descarte controlado de satélites na atmosfera fora da Terra

Foto: ViaSat/Reprodução

 

​A Agência Espacial Brasileira (AEB) assinou a Carta Zero Debris durante a 8ª Cúpula de Sustentabilidade Espacial, realizada em Brasília. O ato ocorreu na última terça-feira (4) sob a condução do presidente da AEB, Marco Antonio Chamon, e do chefe do Escritório de Coordenação do Programa de Segurança Espacial da Agência Espacial Europeia (ESA), Quentin Verspieren. O compromisso estabelece metas globais para a eliminação do descarte de detritos em missões na órbita terrestre até o ano de 2030.

​O evento marcou a primeira edição do fórum internacional sediado na América Latina. Além do órgão governamental, as empresas brasileiras Visiona Espacial e Safe on Orbit também aderiram ao pacto, que já reúne mais de 20 países e 200 organizações internacionais.

​Durante a assinatura, o presidente da AEB destacou o impacto estratégico da medida para a indústria nacional. “Para o Brasil, a adesão à Carta Zero Debris representa o compromisso de desenvolver seu setor espacial de forma responsável e sustentável, conciliando o crescimento da economia espacial com a preservação do ambiente orbital. Entendemos que a sustentabilidade deve fazer parte do desenvolvimento das atividades espaciais desde o início, e não ser tratada como uma preocupação posterior”, afirmou Chamon.

​A regulamentação tem como objetivo central mitigar o risco de colisões entre equipamentos ativos e fragmentos em alta velocidade.

O acúmulo de material residual ameaça a integridade dos satélites operacionais; a nova diretriz, contudo, estabelece o descarte seguro dos artefatos ao fim da vida útil. Nesse processo, foguetes e estruturas reentram na atmosfera para a completa destruição pelo calor.

​O plano prevê também a expansão do rastreamento de detritos orbitais com dimensões a partir de 5 centímetros. Com isso, o país busca reforçar a proteção da infraestrutura espacial e garantir a segurança das operações futuras.