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EUA vão às urnas em eleição que decide controle do Congresso e rumos de Trump

Estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas no Senado e os governos de 36 estados

Foto: Official White House/Daniel Torok

 

Cerca de 210 milhões de eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para escolher os representantes do Congresso e definir se os republicanos manterão o controle das duas casas legislativas nos últimos dois anos do mandato do presidente Donald Trump. Conhecidas como midterms, as eleições ocorrem na metade do mandato presidencial e também renovam governos estaduais e cargos locais. Desta vez, estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas no Senado e os governos de 36 estados.

Embora não seja candidato, Trump colocou a própria gestão no centro da campanha. Uma derrota republicana pode encerrar o controle do partido sobre as duas casas legislativas, dificultar a aprovação da agenda presidencial e permitir que os democratas abram investigações parlamentares sobre o governo.

Atualmente, os republicanos têm 218 deputados na Câmara, maioria apertada, e 53 senadores, contra 45 democratas e dois independentes.

As pesquisas indicam vantagem dos democratas, com 51,5% das intenções de voto, ante 43,1% dos republicanos, segundo a média do site RealClearPolling. Caso perca a maioria, Trump poderá enfrentar um Congresso de oposição até o fim do mandato, em 2028. Em entrevista à Fox News, afirmou que pretende se tornar o “sr. Veto” nesse cenário.

A economia é uma das principais preocupações dos eleitores. A alta dos preços dos combustíveis, da habitação e dos serviços de saúde deve pesar na votação. Direitos reprodutivos, imigração e situação da democracia também estão entre os temas da campanha. A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e o avanço da inteligência artificial (IA) e dos centros de dados ampliaram os debates sobre segurança, empregos e custos de energia.

Mais de 50 milhões de norte-americanos já haviam votado antecipadamente até o fim de semana, cerca de 10 milhões a mais do que em 2022, segundo o Election Lab, da Universidade da Flórida. Entre eles estão Trump, que votou em 24 de outubro, na Flórida, e o papa Leão XIV, que participou por correspondência, segundo o Vaticano.

Desde 1944, a participação média nessas eleições é de 42%, ante 58% nas disputas presidenciais. A nova composição do Congresso tomará posse em 3 de janeiro de 2027.

(Com informações da agência Lusa)