POLÍTICA


Ministro descarta ajuste fiscal em programas sociais e sugere corte de privilégios

Guilherme Boulos defende o equilíbrio das contas públicas por meio da redução de emendas parlamentares e de benefícios fiscais

Foto: Eduardo Costa/MundoBA

 

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, rejeitou a adoção de cortes em programas sociais. A posição sobre a economia ocorreu na quarta-feira (28), durante programa 3 em 1, da rádio Jovem Pan. O político reiterou a postura em publicações nas redes sociais nesta quinta-feira (29), após a reeleição presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante a entrevista, o representante do governo apontou a redução em emendas parlamentares e em benefícios fiscais como as alternativas para o equilíbrio financeiro. “Existem duas formas de você ajustar as contas”, iniciou o ministro.

“Uma delas é cortando no andar de cima em privilégios”, declarou Boulos. “Outra delas é cortando no lombo do trabalhador”, disse. “A que foi vitoriosa nas urnas foi não cortar no lombo do trabalhador”, finalizou.

“Quem está defendendo que Lula faça ajuste fiscal, cortando gastos em políticas sociais, não entendeu nada do que foi essa eleição”, escreveu o político no dia seguinte sobre o plano da oposição. “O Tesouraço foi derrotado nas urnas e pela mobilização popular”, publicou nas redes sociais.

O termo citado nas publicações refere-se à proposta de Flávio Bolsonaro (PL) para reduzir entre R$ 150 bilhões e R$ 200 bilhões anuais em despesas primárias a partir de 2027. . “O candidato da Faria Lima perdeu e fugiu para os EUA”, destacou Boulos ao associar o revés da ideia adversária à ida do ex-candidato ao exterior. “A agenda econômica do Brasil será a que venceu as eleições, não a que perdeu!”, afirmou.