ELEIÇÕES


‘Vamos enterrá-lo’, diz Jerônimo ao criticar ‘desaparecimento’ de ACM Neto após derrota de Flávio

Governador afirmou que ex-prefeito de Salvador reaparecerá daqui a três anos com "celularzinho" na mão para fazer selfies na varanda

Imagem: Eduardo Costa e Matheus Morais/MundoBA

 

O governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT) voltou a criticar nesta quinta-feira (29) a postura do seu adversário o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), que foi derrotado por ele no primeiro turno da eleição estadual.

O petista ainda criticou o “desaparecimento” de ACM Neto após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governador também lamentou a postura do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), aliado de Neto.

“Não sei se ele vai voltar. Daqui a três anos ele volta com o celularzinho na mão para fazer selfies na varanda. Mas não vai voltar mais não, vamos enterrar ele. ACM colou-se com Flávio. Não disse nada até agora, nem Bruno [Reis]. Bruno vai defender a atitude de Flávio? O prefeito vai defender a atitude? Vai dizer o quê? É importante que eles se pronunciassem, ele pediu voto. Pediu no primeiro turno e no segundo turno. Ficava chateado quando diziam isso. Tanto faz é o quê?”, declarou em entrevista à Rádio Baiana FM, 89.3.

‘Erros’

Para o governador, ACM Neto cometeu alguns erros após a eleição: “O primeiro foi dizer que não perdeu para Jerônimo, mas, sim, para Lula. O nome e a foto que apareciam na urna eram do professor Jerônimo, filho de vaqueiro, que coordena um grupo político com parceiros como Otto, Lídice e tantos outros”, disse Jerônimo .

O governador lembrou do ex-governador e ex-senador Antônio Carlos Magalhães, avô de ACM Neto: “O segundo tropeço dele foi dizer que precisa consertar o Brasil para depois consertar a Bahia. É o mesmo discurso daquele deputado que veio ao Nordeste e disse que a Bahia era um ‘câncer’. O próprio ACM Neto reconheceu essa ideia de consertar o país antes do estado — algo que o avô dele jamais faria”, afirmou.

“O original [ACM], apesar de nossas divergências, sempre se colocou como defensor da Bahia. Quem diz fora do estado que a Bahia está quebrada ou ruim demonstra falta de amor pela região. Esquece-se de que a Bahia ajudou a construir o Brasil no 2 de Julho, contribuiu para a Independência e expulsou os europeus. Esquece também que, em 2022, quando o país afundava sob Bolsonaro, a Bahia deu 4 milhões de votos para trazer Lula de volta”, disse Jerônimo Rodrigues.