ELEIÇÕES


MPT recebeu 79 denúncias de assédio eleitoral na Bahia durante eleições

Segundo órgão, maior concentração se deu nos últimos dias de votação;

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 79 denúncias de assédio eleitoral na Bahia durante as eleições de 2026. Segundo o órgão, a maior concentração se deu nos últimos dias de votação. Foram abertos 61 procedimentos, ainda ativos, e ajuizadas seis ações na Justiça, com liminares concedidas em todas elas. Além disso, o MPT expediu 45 recomendações e firmou cinco Termos de Ajuste de Conduta (TACs).

Configuram assédio eleitoral, passível de investigação pelo MPT, práticas como ameaça de demissão, dispensa, recusa de contratação e outras retaliações ligadas ao voto do trabalhador.

Supermercados de Salvador e da Região Metropolitana e gestores públicos suspeitos de pressão política já foram alvos da medida. Em um dos casos, a Justiça obrigou um supermercado a garantir o voto dos funcionários escalados para trabalhar durante o segundo turno, após denúncias de que trabalhadores de Salvador e Lauro de Freitas não foram liberados no primeiro. Foram fixados R$50 mil de multa por dia para cada obrigação descumprida e por cada estabelecimento.

Duas prefeituras do estado também foram denunciadas por práticas de coação política. O caso envolve uma prefeita, o presidente de uma Câmara de Vereadores e um vereador, suspeitos de pressionar servidores, terceirizados e estagiários.

Em pouco mais de dois dias após o fim da votação, o MPT registrou 530 denúncias de assédio eleitoral, o equivalente a 21,4% das 2.467 recebidas em todo o ano. O levantamento considera o período entre as 23h59 de domingo (25) e as 17h45 de terça-feira (27). Antes disso, o órgão havia contabilizado 991 denúncias até o fim do primeiro turno e 946 durante o segundo.