ELEIÇÕES


Músicos acusam RedeMix de fazer campanha eleitoral por camisetas com número 22; MPT entra com ação

João Cavalcanti e Marcelo Caldi questionaram uso do número associado a Flávio Bolsonaro, mas estampa faz referência ao aniversário da rede em Salvador

Foto: Assessoria

 

Os músicos João Cavalcanti e Marcelo Caldi alegaram em uma publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (23) que a rede de supermercados RedeMix estaria fazendo “campanha eleitoral” por conta de funcionários aparecerem usando camisetas com o número 22.

A ação, no entanto, simboliza o aniversário da empresa em Salvador. O número é o mesmo usado pelo candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).

No vídeo, os músicos dizem “estranhar” o destaque dado ao número 22 nas camisetas dos funcionários durante uma visita a uma das unidades da rede.

“Deve ser uma data bem especial, né? E que o pessoal começou a usar no final de setembro. Eu já vi comemorar efeméride de 25, de 20… datas redondas. Esse 22 eu achei um pouco curioso”, afirmaram os artistas.

“Não sei o que o dono pensa sobre a escala 6×1, não tem como afirmar nada, mas que nos chamou a atenção, chamou, né? Isso pode configurar crime eleitoral? No mínimo, é um constrangimento para os funcionários”, disse.

O caso chegou até o Ministério Público do Trabalho (MPT), que entrou com uma ação contra o Rede Mix por suspeita de assédio eleitoral contra trabalhadores na Bahia.

O órgão solicitou uma decisão liminar para suspender imediatamente o uso das camisas ligadas à campanha de aniversário da rede de supermercados.

Por meio de nota, a varejista informou que número presente nas camisetas utilizadas por seus colaboradores faz referência exclusivamente ao aniversário da empresa, celebrados em 2026.